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Juiz Sérgio Moro manda lista da Odebrecht com nomes de políticos para o Supremo

Moro é o responsável pelas ações da Lava Jato na primeira instância (Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado)

O juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da Operação Lava-Jato na primeira instância, decidiu enviar ao STF (Supremo Tribunal Federal) as investigações da 23ª e 26ª fases da Operação Lava-Jato, batizadas de Acarajé e Xepa. O despacho com a decisão foi assinado por Moro na manhã desta segunda-feira (28). Os documentos referentes a essas duas fases estão em sigilo.

Entre os documentos que foram colocados sob sigilo estão planilhas apreendidas na residência de Benedicto Barbosa da Silva Júnior, presidente da Construtora Norberto Odebrecht. Segundo Moro, os documentos identificam pagamentos a autoridades com foro privilegiado. Para o juiz, é prematura qualquer conclusão sobre a natureza ilícita, ou não, dos pagamentos que fazem parte da planilha.

Operação Acarajé

A 26ª fase da Lava-Jato foi deflagrada como decorrência das investigações da 23ª etapa. Segundo as investigações, a palavra Acarajé era um dos codinomes utilizados por funcionários da Odebrecht para o pagamento de propina em espécie. Além de funcionários da empreiteira, também foram presos o marqueteiro do PT, João Santana, e a mulher dele, Mônica Moura.

Operação Xepa

A delação de Maria Lúcia Tavares embasou a deflagração da fase Xepa, que descobriu o “Setor de Operações Estruturadas” da Odebrecht. De acordo com a polícia, tratava-se de um departamento exclusivo dentro da empreiteira para o gerenciamento e pagamento de valores ilícitos.

O MPF (Ministério Público Federal) afirma que os pagamentos feitos pela Odebrecht estão atrelados a diversas obras e serviços federais e também a governos estaduais e municipais. Entre elas está a construção da Arena Corinthians, segundo o procurador Carlos Fernando dos Santos Lima. (AG) 

 

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