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Juros ficarão em 14,25% ao ano por tempo prolongado, diz Banco Central

(Foto: Marcos Cunha/Agência Freelancer)

A possibilidade de a inflação chegar à meta de 4,5% no fim de 2016 está se fortalecendo, mas, para tanto, a taxa básica de juros será mantida em 14,25%, informou nessa sexta-feira o BC (Banco Central). A perspectiva é de que a taxa Selic continue no patamar atual por período “suficientemente prolongado” e que a política monetária fique “vigilante” no que tange a desvios significativos na projeção de inflação em relação à meta, diz o diretor de Política Econômica do BC, Luiz Awazu Pereira.

As informações constam em boletim do trimestre, divulgado em Belo Horizonte (MG) nessa sexta-feira. A Selic teve sua última alta consecutiva no fim de junho, quando chegou ao maior patamar em nove anos, o mesmo de agosto de 2006.

Awazu pediu “muita calma e sangue frio” até que o ajuste fiscal comece a produzir efeitos. Para isso, a política monetária terá “viés conservador por tempo prolongado”, conforme ele.

Ajuste fiscal

Embora a projeção de agosto feita por economistas consultados pelo BC é de que, este ano, a inflação chegue a 9,32%, o órgão afirma que já está em curso – mas de forma lenta – a fase do ajuste fiscal que incide sobre preços. A mesma projeção aponta que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor em 2016 será de 5,43%, e não de 4,5%. Questionado sobre o assunto, Awazu disse que existem “elementos de incerteza” sobre o ano que vem, como a situação da economia externa, mas que o Brasil não deve “ceder a uma espécie de pessimismo”. (José Marques/Folhapress)

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