A Justiça deu um prazo de 30 dias para o ex-jogador Léo Moura e sua família serem obrigados a desocupar a mansão onde moram, em um condomínio de luxo no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio de Janeiro.
A 2ª Vara Cível da Barra da Tijuca acaba de conceder liminar em favor da empresa Leman Medicamentos e Cia, que arrematou a mansão em um leilão, dando o prazo para que o ex-atleta do Flamengo deixe o imóvel.
Caso Léo e a família não respeitem a determinação judicial, será expedido a imissão na posse, autorizando o uso de força policial para o cumprimento da ordem.
Léo Moura e sua mulher, Camila, ocupam a mansão há anos. Segundo seus advogados, “o casal reclama em juízo a propriedade do bem, tendo em vista terem realizado o pagamento, sem que tivesse sido regularizado pelo vendedor o registro e a escritura do imóvel”. A família também pede liminar para evitar o despejo imediato.
Em março deste ano, os representantes da Leman notificaram o ex-jogador, mas não tiveram sucesso em convencê-lo a deixar a residência.
O imóvel é alugado e foi leiloado em setembro de 2023 para quitar dívidas do proprietário. Porém, o ex-jogador alega ter sido pego de surpresa e se recusa a desocupar a residência.
Relatório da CGU
Em outra frente, um relatório recente da Controladoria-Geral da União (CGU) avaliou a transferência e execução de aproximadamente R$ 45 milhões de recursos federais do extinto Ministério da Cidadania para o Instituto Léo Moura Sports (ILM) e apontou que houve entrega parcial de itens esportivos e de uniformes contratados; irregularidades nas contratações; problema na infraestrutura de itens locados; sobrepreço e superfaturamento nas compras. Na sua carreira como jogador, Léo Moura defendeu vários clubes, entre eles São Paulo, Vasco, Palmeiras, Fluminense, Flamengo e Grêmio.
Os recursos adquiridos pelo instituto foram transferidos entre junho de 2020 e abril de 2022 através de termos de fomento (TF) pela Secretaria Especial do Esporte, parte do Ministério da Cidadania à época. No total, foram firmados 16 termos, sendo que quatro deles foram analisados pela CGU.
O Instituto Léo Moura é uma organização não governamental (ONG) que atua na em projetos sociais na educação e no esporte. Os recursos haviam sido repassados para a implantação de Núcleos de Esportes Educacional do projeto “Passaporte para a Vitória” em diversos municípios do Rio de Janeiro e do Amapá. As informações são dos jornais O Globo e O Estado de S. Paulo.
