A Justiça do Distrito Federal declarou na terça-feira (16) a insolvência civil – espécie de “falência” – do deputado distrital Cristiano Araújo (PSD). De acordo com a Vara de Falências, a medida ocorre porque o parlamentar não tem bens para serem penhorados e possui uma dívida de 1,44 milhão de reais com a empresa Carvalho & Koffes.
Questionado se iria recorrer, o advogado do parlamentar, Genuíno Moreira, informou que a intenção de Cristiano é quitar a dívida, mas que não concorda com o valor estipulado. O pedido de insolvência foi feito por uma dívida da qual, segundo a empresa, o parlamentar é responsável por ser fiador de um contrato de locação. Cristiano teria avalizado uma faculdade da família dele no SIA. Mas como os locatários não pagaram o débito, ele ficou responsável pela dívida.
Segundo Moreira, o contrato proposto pela família de Cristiano estipulou valor de 26 mil reais por mês para o aluguel. A empresa locatária, por sua vez, pediu 54,6 mil reais mensais. O juiz da 23ª Vara Cível do DF deu parecer favorável para a Carvalho & Koffes. A defesa do parlamentar afirmou que, como o deputado não foi chamado para este processo que ainda está em andamento, ele não pode concordar com o pagamento dos 1,44 milhão de reais.
Sobre o fato de Cristiano Araújo não possuir bens penhoráveis, Moreira afirmou que o parlamentar “entende que se tiver alguma propriedade, esta pode estar sujeita a penhora”. Na declaração de imposto de renda do distrital, publicada no Diário da Câmara, Cristiano mostra não ter nem conta bancária.
O deputado também é investigado pela Operação Drácon por suposto envolvimento em um esquema de cobrança de propinas, em 2015, em troca da liberação de emendas parlamentares. Na quarta-feira (17), a ONG Adote um Distrital entrou com cinco pedidos de cassação de mandatos na Câmara Legislativa do Distrito Federal contra deputados investigados na operação Drácon. (AG)
