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Justiça decreta prisão de jovem que vivia em hotéis de luxo com dinheiro desviado do auxílio emergencial

Dinheiro foi apreendido na região de Itapetininga, durante operação contra desvio do benefício social. (Foto: Polícia Federal/Divulgação)

A 9ª Vara Federal Judiciária de Campinas (SP) determinou nesta terça-feira (20) a prisão preventiva, por tempo indeterminado, de um jovem de 18 anos que vivia em hotéis de luxo para usar o Wi-Fi e despistar desvios do auxílio emergencial.

Para a Polícia Federal, os investigados nas operações estão entre os maiores fraudadores do auxílio emergencial já identificados no país.

O suspeito é de Tatuí (SP), mas estava hospedado em um hotel de luxo na capital paulista quando foi preso preventivamente, na sexta-feira (16). Ele é apontado pela investigação como o principal responsável pelo esquema.

O jovem começou a cometer os crimes quando ainda era menor de idade. Até agora, o prejuízo causado pelo esquema chegou a R$ 600 mil, mas, segundo estimativas da PF, pode passar de milhões, já que muitas vítimas não procuram a polícia para contestar o furto do dinheiro.

Ele havia sido preso por causa de um mandado de prisão temporária por cinco dias, mas a Polícia Federal representou pela prisão preventiva diante do material apreendido em operação.

Sobre o caso

A Polícia Federal divulgou que a organização criminosa criou um sistema que, em horas, consegue levantar dois mil CPFs do sistema da Caixa Econômica Federal (CEF). Com as informações, os bandidos solicitavam o auxílio emergencial.

No hotel onde o jovem estava, foi apreendido um computador, ligado a um robô que aplicava o golpe. A investigação mostrou que os criminosos vendiam esse sistema até para outros Estados.

Segundo investigações, com o dinheiro obtido pela fraude, os investigados compraram carros, motos e imóveis.

A Polícia Federal continua investigando o caso, inclusive o envolvimento da família do principal suspeito. Na casa da mãe dele, em Tatuí, foram apreendidos R$ 145 mil, uma moto, máquinas de cartão, celulares e equipamentos eletrônicos.

Durante a Operação Botter, policiais federais foram às ruas para cumprir oito mandados de busca e apreensão – três em Tatuí, um em Boituva (SP), três em Paulínia (SP) e um em São Paulo (SP).

Os policiais chegaram à organização criminosa, a partir de informações da Polícia Federal, em Brasília (DF) e da delegacia regional de repressão ao crime organizado em São Paulo. (Com informações do site G1)

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