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Justiça dos Estados Unidos põe em risco acordo do clima

Pode faltar energia se o governo não investir em campanha de redução do consumo.(Foto: EBC)

Num grande retrocesso para o acordo do clima firmado em Paris (França), durante a COP-21, em dezembro passado, a Suprema Corte americana suspendeu temporariamente, por cinco votos a quatro, as restrições impostas pelo governo Barack Obama às emissões de gases do efeito estufa por usinas termelétricas. É a primeira vez que a mais alta instância da Justiça dos Estados Unidos suspende uma legislação liminarmente enquanto o mérito da ação não é julgado nas instâncias da Justiça federal.

A regulação contestada foi implementada pela EPA (Agência de Proteção Ambiental, em português) e exige que os Estados promovam cortes expressivos de CO2 pelas termelétricas a carvão, que são a maior fonte de emissão dos EUA. A medida representava o passo mais importante de uma ampla revisão da matriz energética americana e, ao mesmo tempo, sinalizava para os demais países da COP-21 de que Washington está comprometido em cortar as emissões em um terço até 2030, o que implica substituir gradualmente as termelétricas por fontes alternativas.

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