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A Justiça Federal investiga por que um delator nunca cumpriu prestação de serviço

Eduardo Hermelino Leite (Foto: Reprodução)

A Justiça Federal em São Paulo suspendeu a prestação de serviço comunitário do delator da operação Lava-Jato Eduardo Hermelino Leite, ex-vice presidente da construtora Camargo Corrêa.

Leite foi condenado a 15 anos de prisão depois de confessar que a Camargo Corrêa pagou propina a ex-diretores da Petrobras. Como colaborou com a Justiça, Leite ganhou alguns benefícios: passou quatro meses na cadeia, e estava cumprindo o regime semiaberto diferenciado.

Nesse regime, ele deveria prestar cinco horas semanais de serviço à comunidade e usar tornozeleira eletrônica.

Na semana passada, o Fantástico mostrou que o delator foi encaminhado para fazer serviço comunitário na Associação Brasileira de Assistência à Pessoa com Deficiência Visual – a Laramara. Mas a direção da ONG disse que nunca viu ele por lá.

A Justiça Federal ainda não definiu o que será feito com Eduardo Leite. A decisão deve ser tomada depois que o delator prestar depoimento nos próximos dias. Pode ser escolhido um novo local para ele prestar serviço comunitário ou até mesmo ser cancelado o benefício da delação premiada.

A procuradoria da República em Curitiba, responsável pela força-tarefa da Lava-Jato, também vai investigar o caso. (AG)

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