A Justiça do Estado de Minas Gerais decidiu manter a prisão de três pessoas ligadas ao ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, do PSL. O grupo foi preso numa operação da Polícia Federal na última quinta-feira (27). Entre eles está o assessor especial do ministro, Mateus von Rondon. As informações são do portal G1.
Os presos são suspeitos de envolvimento no esquema de supostas candidaturas laranja do PSL em Minas Gerais nas eleições de 2018. Na época, Marcelo Álvaro Antônio era o presidente do partido em Minas. No Japão, onde participou da cúpula do G20, o presidente Jair Bolsonaro falou sobre o assunto e afirmou que, pelo menos até segunda (1º), todos os ministros continuam no cargo.
O presidente também disse que pediu que o ministro da Justiça, Sérgio Moro, determine que a Polícia Federal investigue todos os partidos.
“A acusação em cima do Marcelo Álvaro Antônio é tendo em vista uma candidata que recebeu uma importância grande de recursos do fundo partidário e teve uma quantidade ínfima de votos. A mesma coisa, o mais grave, aconteceu em quase todos outros partidos. Então, o que eu falei para ele: determino, a partir de agora, que determine à Polícia Federal que investigue todos partidos onde candidatas receberam recursos enormes, grandes, e tiveram uma votação bastante pequena. Tem que valer para todo mundo. Não é ficar fazendo pressão em cima do PSL para tentar me atingir. Como conversado com o Moro lá atrás, qualquer coisa mais robusta contra uma ação irregular de ministro, as providências vão ser tomadas da nossa parte. Até segunda-feira os 22 são ministros”, disse o presidente.
Onyx comentou o caso
O ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, afirmou na quinta-feira (27) que o governo mantém a confiança no ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, mesmo após a prisão de um de seus assessores especiais na investigação da Polícia Federal sobre supostas candidaturas de laranjas do PSL em Minas Gerais.
Segundo Onyx, o governo de Jair Bolsonaro aguarda com “serenidade e tranquilidade” a conclusão das investigações, enquanto Álvaro Antônio continua “servindo o País”.
“O ministro continua fazendo o seu trabalho, servindo o País. O ministro já reiterou mais de uma vez que ele não tem nenhum envolvimento nesta questão. O governo continua confiando no seu ministro e aguardando com serenidade e tranquilidade as investigações”, disse Onyx.
O chefe da Casa Civil declarou ainda que o caso “não é novo” e que se trata de “matéria requentada”. Questionado se Álvaro Antônio tem condições de permanecer no cargo, respondeu que ainda não há denúncia formalizada contra o ministro do Turismo.
“Essa matéria é uma matéria requentada. Do ponto de vista do governo, o presidente Bolsonaro deixou sempre tudo claro desde o primeiro momento não há, até o presente momento, nenhuma denúncia formalizada, estamos em um momento em investigações, temos que aguardar”, declarou Onyx.
O que dizem o ministro e o PSL
O Ministério do Turismo disse que “é importante esclarecer que não há qualquer relação entre a investigação da Polícia Federal e as funções desempenhadas pelo assessor especial Mateus Von Rondon no Ministério do Turismo. O órgão aguarda mais informações para se pronunciar sobre o caso”.
O PSL divulgou nota dizendo que as contas de campanha foram aprovadas pelo TSE e que “tudo foi feito dentro da legalidade”. O partido diz ainda que a investigação é “seletiva”.
“Todos os partidos políticos do Brasil tiveram candidatas cujo resultado nas urnas foi aquém da expectativa. Só podemos classificar essa como uma investigação seletiva, com o objetivo de atingir o partido ao qual o Presidente da República é filiado, embora ele não tenha nada a ver com isso”, diz o partido.
