Nessa quarta-feira, o TRF-2 (Tribunal Regional Federal da 2ª Região) suspendeu os efeitos da decisão judicial que determinava o retorno da ex-primeira-dama do Rio de Janeiro Adriana Ancelmo para o complexo penitenciário de Bangu, na Zona Oeste da capital fluminense. Até que se esgotem todas as possibilidades de recursos por parte da defesa, a mulher do ex-governador Sérgio Cabral continuará a cumprir prisão domiciliar em seu apartamento no bairro do Leblon, na Zona Sul da cidade.
A apresentação de recursos dentro do próprio TRF-2 é possível porque houve um voto divergente na sessão da tarde que avaliou a situação na tarde dessa quarta-feira. O retorno de Adriana à cadeia foi defendido pelos desembargadores Abel Gomes e Paulo Espírito Santo. O desembargador Ivan Athié, no entanto, votou a favor da manutenção da prisão domiciliar.
O embargo que será apresentado passará pelo crivo de seis desembargadores, colegiado maior do que o responsável pela análise do recurso do MPF (Ministério Público Federal). Adriana é acusada de envolvimento no esquema de corrupção e lavagem de dinheiro comandado pelo marido durante o período em que comandou o Executivo estadual (2007-2014). No dia 29 de março, ela recebeu do STJ (Superior Tribunal de Justiça) o benefício da prisão domiciliar, sob a argumentação de que tem dois filhos adolescentes.
