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Las Vegas, Roma, Havana: deputados federais gastaram 6 milhões de reais em 2019 com viagens

Câmara dos Deputados Federais. (Foto: Divulgação)

De acordo com a coluna de Guilherme Amado no site da revista “Época”, os deputados federais gastaram R$ 6 milhões com viagens em missões oficiais neste ano. Foram 490 viagens, com pagamento de passagens e diárias. Algo em torno de 12 missões oficiais por semana.

Os destinos variaram de Las Vegas a Havana, passando por Abu Dhabi, Cartagena, Pequim e Roma.

A Câmara considera que uma missão oficial tem “interesse público” e pode ser “imprescindível” para o mandato parlamentar.

Nas viagens nacionais, as diárias pagas são de R$ 524. Já nas internacionais o valor chega a R$ 1,7 mil. (Com informações de Eduardo Barretto)

No Senado

Os senadores gastaram mais de R$ 6,5 milhões em 2019 só com passagens aéreas, aquáticas e terrestres nacionais, sem contar as viagens oficiais para dentro e fora do país. O valor representa 30,6% de todo o montante da Cota para Exercício da Atividade Parlamentar (Ceap) usado no Senado no ano: R$ 22,7 milhões.

O levantamento foi realizado usando dados da Transparência do Senado até 18 de dezembro de 2019.

Apesar de ser alto, o valor é bem inferior ao do 1º ano da legislatura anterior. Em 2015, os senadores usaram quase três vezes mais dinheiro para viajar dentro do país: R$ 18,3 milhões. Naquele ano, o montante representou mais de 50% dos gastos da cota.

Gastos por partidos

O partido que usou mais a cota, em média, foi o Republicanos, que tem apenas um representante na Casa Alta: o senador Mecias de Jesus (RR). Sozinho, ele gastou R$ 440.599,56. Já o partido mais econômico foi o PSB, com R$ 144.614,31 gastos.

O valor da cota parlamentar é diferente para cada unidade da Federação, porque leva em consideração o preço das passagens aéreas de Brasília até a capital do Estado pelo qual o senador foi eleito.

Gastos por categoria

A Ceap é uma cota destinada a custear as despesas de apoio ao trabalho legislativo, e seu valor varia de acordo com o Estado do congressista, com base na distância para Brasília. Ela é dividida em 7 cifras, que vão desde o aluguel de imóveis para escritório político a gastos com alimentação e combustível, passagens, hospedagem e divulgação da atividade parlamentar.

O segundo maior gasto dos senadores, depois das passagens, foi com a contratação de “serviços de apoio ao parlamentar”, que pode incluir pesquisas, consultorias e marketing político, por exemplo. Foram usados R$ 4.931.972,90 nessa categoria.

Em seguida, estão as despesas com locomoção, hospedagem, alimentação e combustíveis dos senadores durante as viagens: R$ 3.818.042,29. Esses valores são reembolsados pelos congressistas a partir da apresentação de nota fiscal, não é necessário justificá-los.

Correios

Fora da Ceap, há ainda outros valores disponíveis para o uso dos senadores. Chama a atenção o montante utilizado só para o envio de correspondências pelos Correios: R$ 1.658.534,11. O mais gastador dessa categoria foi Humberto Costa (PT-PE), que usou R$ 132.349,98.

Eis o nome dos outros cinco que mais gastaram com correspondências: Ciro Nogueira (PP-PI): R$ 109.387,77; Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE): R$ 85.353,07; Otto Alencar (PSD-BA): R$ 79.875,04; Elmano Férrer (Podemos-PI): R$ 69.597,57; Styvenson Valentim (Podemos-RN): R$ 64.618,75.

Por outro lado, três senadores abriram mão desse gasto: Jorge Kajuru (Cidadania-GO), Weverton (PDT-MA) e Reguffe (Podemos-DF). Além destes, eis os cinco que menos usaram dinheiro para pagar os Correios: Oriovisto Guimarães (Podemos-PR): R$ 5,8; Izalci Lucas (PSDB-DF): R$ 85,7; Vanderlan Cardoso (PP-GO): R$ 124,96;
Luiz Pastore (MDB-ES): R$ 181,19; Angelo Coronel (PSD-BA): R$ 297,44.

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