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Le Pen admite derrota e promete seguir enfrentando Macron após eleição

Le Pen teve 42% dos votos, enquanto Macron chegou a 58%. (Foto: Bertrand Guay/AFP)

Menos de 15 minutos depois da divulgação das projeções, a candidata Le Pen se pronunciou. Ela admitiu a derrota para Emmanuel Macron e afirmou que o resultado ainda é uma vitória para o seu movimento político. Segundo as principais projeções, o atual chefe do Palácio do Eliseu angariou 58% dos votos no segundo turno das eleições.

A desafiante ainda disse que a vontade de defender o que é francês foi reforçada, e que seus partidários já foram declarados mortos milhares de vezes, mas sempre foi errado, e que o cenário político francês está se recompondo.

Aos apoiadores, Le Pen prometeu fazer oposição ao governo de Macron no período que antecede as eleições parlamentares de junho. A representante da direta radical comemorou, apesar da derrota, os índices conquistados na votação: cerca de 40%. “Não posso deixar de sentir esperança”, afirmou.

“Continuarei meu compromisso com a França e os franceses com a energia, perseverança e carinho que vocês conhecem”, frisou.

“Os franceses mostraram nesta noite o desejo de uma forte oposição contra Emmanuel Macron, por uma oposição que continuará a defendê-los e protegê-los”, disse ela a apoiadores depois que projeções iniciais indicaram que ela perdeu nas urnas.

Le Pen, do partido Reunião Nacional (RN), fez campanha de linha dura contra a imigração e pela defesa da identidade francesa tradicional.

Ela tem sido criticada na Europa por sua postura contra a União Europeia e a Otan – atualmente dois grandes atores na resposta à invasão da Ucrânia pela Rússia. Também é frequentemente criticada por aproximação com autocratas.

Le Pen teve 42% dos votos, enquanto Macron chegou a 58%.

Macron comandará a França pelos próximos cinco anos. O país é a segunda maior economia da União Europeia e o único membro permanente do Conselho de Segurança das Organização das Nações Unidas (ONU) do bloco europeu.

O presidente francês e Le Pen repetiram o mesmo cenário da eleição de 2017. À época, Macron saiu vitorioso com uma vantagem maior que agora: 66%. Macron é o primeiro mandatário a ser reeleito desde Jacques Chirac (1995-2007).

Desafios de Macron

As últimas pesquisas divulgadas na sexta-feira já indicavam que o candidato do “República em Marcha” (LREM), de 44 anos, venceria sua rival do Reunião Nacional (RN), de 53 anos, com uma vantagem menor do que em 2017, quando foi venceu com 66,1% dos votos.

Cinco anos depois, a França não é o mesmo país em que o centrista havia vencido pela primeira vez: protestos sociais marcaram a primeira metade do mandato de Macron, uma pandemia global confinou milhões de pessoas e a invasão russa da Ucrânia abalou todo o continente europeu.

A guerra às portas da União Europeia (UE) marcou a campanha eleitoral, embora a principal preocupação dos franceses seja o seu poder de compra, num contexto de aumento dos preços da energia e dos alimentos.

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