Na avaliação de especialistas na área de infraestrutura, nem tudo que está no pacote de concessões programado pelo governo para este ano pode ser considerado “maduro” – ou seja, pronto para ser negociado, pelo menos na visão dos investidores. Por isso, acreditam que o potencial para os investimentos a serem deslanchados após os leilões é de cerca de 13 bilhões de reais, e não de 70 bilhões de reais – o que ocorreria se todos os projetos fossem efetivamente licitados.
Têm altíssimo potencial de sucesso, na visão do mercado, os projetos de aeroportos – como os leilões dos aeroportos de Salvador (BA), Fortaleza (CE), Florianópolis (SC) e Porto Alegre. A percepção é de que o modelo de concessão nesse segmento está consolidado. Além disso, o fato de a Infraero (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária) ter ficado de fora dos negócios é um incentivo a mais para a iniciativa privada. A expectativa é de que as licitações ocorram ainda neste primeiro semestre. Portos são a outra aposta, principalmente no Pará, para o escoamento de grãos na chamada “saída Norte” e, em particular, na Rodovia do Frango, em Santa Catarina, que somariam 13 bilhões de reais.
O que pesa a favor desses projetos é que proporcionam redução no custo de transporte dos grãos voltados à exportação, em especial para a China. A maioria das concessões de rodovias, que demanda outros 26 bilhões de reais em investimentos, ainda precisa ser aprimorada e seu destino é considerado incerto, neste momento.
