Articulado com a oposição, o MBL (Movimento Brasil Livre), grupo que pede a saída da presidenta Dilma Rousseff, quer que o impeachment só seja votado depois do recesso de fim de ano do Congresso, que se não for derrubado, vigorará de 23 de dezembro a 1º de fevereiro de 2016. Com a suspensão das atividades dos parlamentares, de acordo com o movimento, haverá mais tempo para a realização de manifestações de rua e para o amadurecimento da tese do impedimento.
Na avaliação do grupo, com o recesso, os deputados voltarão para seus Estados e serão pressionados por suas bases eleitorais. Também haverá mais tempo para a população sentir os efeitos da crise – piorando o humor em relação a Dilma.
“A população tem que ter esse tempo para compreender o crime fiscal [de que o governo é acusado] e, ao mesmo tempo, sentir as consequências da crise gerada pela própria presidenta. E tem mais os desdobramentos da Operação Lava-Jato”, afirmou Kim Kataguiri, um dos líderes do MBL.
O Palácio do Planalto tem trabalhado para apressar o desfecho do processo de impedimento, enquanto parte da oposição prefere prolongar a discussão até 2016. O movimento, em parceria com o Vem Pra Rua, já convocou protestos pró-impeachment para o dia 13 deste mês. Os atos devem ser realizados na avenida Paulista, em São Paulo, e em aproximadamente outras 50 cidades. (Folhapress)
