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Líder do Taleban morreu em abril de 2013, diz presidente do Afeganistão

Afeganistão anuncia morte de Mohammed Omar, líder do Taleban e aliado de Osama bin Laden. (foto: reprodução)

O presidente do Afeganistão, Ashraf Ghani, disse nesta quarta-feira (29) que o líder do grupo armado Taleban, mulá Mohammed Omar, morreu em abril de 2013 no Paquistão.

A confirmação dá fim a uma série de rumores sobre a morte do dirigente radical islâmico. Mulá Omar não aparece em público desde 2001, quando os Estados Unidos invadiram o Afeganistão.

Em comunicado, o governo afegão disse ter informações confiáveis sobre a morte. As autoridades, no entanto, não deram detalhes sobre como obtiveram a confirmação da morte de mulá Omar.

Mais cedo, o porta-voz da Diretoria Nacional de Segurança, Abdul Hassib Seddiqui, disse que o extremista morreu em um hospital de Karachi. Não se sabe, porém, quando e como a agência de inteligência recebeu a informação.

O Paquistão ainda não se pronunciou oficialmente sobre o caso. Em entrevista ao jornal britânico “The Guardian”, agentes de inteligência paquistaneses dizem que o país sabia da morte de Omar desde janeiro de 2014.

O Taleban também não fez nenhum comunicado sobre a morte de seu líder. Com base em informações de membros do grupo armado, a agência de notícias Reuters disse que o dirigente morreu de causas naturais.

O porta-voz do Departamento de Estado, John Kirby, disse que os EUA não conseguiram confirmar a morte do mulá Omar. O país oferece uma recompensa de 10 milhões de dólares para informações que levem a seu paradeiro.

Líder Taleban

O mulá Mohammed Omar foi o líder do governo do Taleban de 1996 a 2001, quando a administração foi deposta pelos EUA. O Taleban deu guarida a Osama bin Laden, responsável pelo 11 de Setembro e morto em 2011.

Neste período, o Taleban lidera uma insurgência contra as tropas ocidentais e as autoridades afegãs tentando voltar a ter influência no país. Nos últimos anos, houve uma diminuição nos combates no país.

Durante a ocupação militar, o dirigente extremista só se comunicava por meio de comunicados. O último atribuído a ele foi divulgado há duas semanas, quando Omar teria dado seu apoio às negociações de paz com o governo.

O aspecto secreto da morte do mulá Omar fez com que surgissem diversos rumores, sempre negados pelo Taleban e não confirmados pelo comando militar americano e pelas autoridades afegãs.

A última série de especulações surgiu na semana passada. A primeira informação veio de uma milícia paquistanesa chamada Feday-e-Mahaz, dissidência do Taleban que afirmou ter matado Omar.

No início desta semana, a imprensa paquistanesa disse que o filho de Omar, mulá Mohammad Yaqoub, disputava a liderança do movimento com o número dois do Taleban, mulá Akhtar Mansoor.

Se confirmada, a morte do líder pode provocar instabilidades nas negociações de paz com o governo devido a disputas internas entre diferentes candidatos à sucessão do comando do grupo armado. (Folhapress)

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