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Líderes de centrais sindicais disseram ser contra a reforma da Previdência e defenderam que o momento é para decidir medidas para retomada do crescimento e aumento do emprego

Segundo o ministro Miguel Rossetto, a orientação de Dilma é tentar construir uma convergência em torno de uma proposta previdenciária. (Foto: Fábio Pozzebon/ABr)

Líderes de centrais sindicais disseram ser contra a reforma da Previdência e defenderam que o momento é para decidir medidas para a retomada do crescimento e aumento do emprego.

A oposição de CUT, Força Sindical, UGT, CTB e Contag, entre outras, ocorreu tanto na parte reservada da reunião que discutiu mudanças, no Palácio do Planalto, quanto na saída do encontro.

Todas as centrais manifestaram sua posição contrária, mas aceitaram participar das reuniões do Fórum Nacional de Trabalho e Previdência nos próximos meses para discutir propostas para uma reforma previdenciária.

Essa decisão dos líderes sindicais chegou a ser comemorada pelo governo federal, para quem o pior seria as centrais abandonarem as reuniões.

Na reunião de quarta-feira, o governo apresentou sete temas para serem discutidos no prazo de 60 dias. O governo quer discutir, por exemplo, demografia e idade média das aposentadorias, diferença nas regras de aposentadoria de homens e mulheres e unificação de regras para trabalhadores dos setores público e privado.

“Prato Feito”

O presidente da CUT, Vagner Freitas, criticou a decisão do governo de não apresentar uma proposta de reforma da Previdência – o governo optou por levar apenas temas, para evitar ser criticado de entregar um “prato feito”.

Para o sindicalista, o objetivo do governo foi evitar “implodir o fórum em uma primeira reunião”. Na avaliação da entidade trabalhista, há um “equívoco de debate” e a discussão de mudanças não é prioritária neste momento. O ministro Nelson Barbosa (Fazenda) afirmou que o processo de envelhecimento populacional exige um aperfeiçoamento das regras previdenciárias, mas sem desrespeitar direitos adquiridos.

Convergência

O ministro Miguel Rossetto (Trabalho e Previdência) afirmou que a orientação da presidenta Dilma Rousseff é tentar construir uma “convergência forte” em torno de uma proposta previdenciária. Segundo ele, o governo federal buscará entendimento no Congresso e não tem ainda posição fechada sobre nenhum dos temas que serão debatidos. Ele afirmou esperar que as alterações tenham consenso. O governo pretende fechar em abril e enviar em maio ao Congresso “a proposta que achar correta”.  (Folhapress)

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