A Agência Espacial Norte-Americana (Nasa) anunciou para o dia 3 de março (terça-feira) a ocorrência de um eclipse total da Lua, com a possibilidade de observação do fenômeno em determinadas regiões do planeta. Isso ocorre quando a Terra passa diretamente entre seu satélite natural e o Sol, projetando uma grande sombra sobre a superfície lunar e tingindo o disco lunar com uma cor vermelho-alaranjada intensa.
O alinhamento, que ocorre apenas durante a fase de Lua cheia, poderá ser visto sem o uso de equipamentos especiais. De acordo com os astrônomos, é preciso apenas estar em uma linha de visão direta para a Lua e procurar um ambiente escuro, longe de luzes fortes. Binóculos ou um telescópio podem melhorar a visão.
Onde acompanhar
A passagem do fenômeno será visível ao entardecer no leste da Ásia e na Austrália, durante toda a noite no Pacífico e no início da manhã na América do Norte e Central e no extremo oeste da América do Sul, que abrange o Peru. Não haverá fenomeno visível na África ou Europa.
Já o eclipse parcial poderá ser visto na Ásia Central e em grande parte da América do Sul. É o caso do Brasil, próximo ao amanhecer: em algumas regiões, será possível observar o início da fase parcial, enquanto em outras será visto apenas o escurecimento sutil da fase penumbral.
Outro aspecto para os amantes do céu noturno é que, à medida que a sombra da Terra encobre a superfície da Lua, as constelações podem se tornar mais fáceis de observar do que costumam ser durante a Lua cheia. No momento do eclipse, a Lua estará posicionada na área que corresponde, do ponto-de-vista terreno, à constelação de Leão.
Já no dia 8 de março, será possível observar uma “conjunção” de Vênus e Saturno. Isto é, da perspectiva na Terra esses dois planetas aparecerão próximos um do outro no céu, ainda que estejam muito distantes no espaço.
Não confunda
Nos últimos dias, a expressão “apagão geral” começou a circular nas redes sociais, em alusão ao eclipse. Trata-se de uma informação equivocada e que acendeu um alerta desnecessário: ao contrário do que o termo sugere, não há qualquer risco de falta de energia elétrica ou colapso no fornecimento no Brasil ou em outros países.
Esse escurecimento temporário é o que motivou o uso exagerado do termo “apagão geral”. No entanto, trata-se apenas de um efeito visual no céu, não há qualquer impacto na rede elétrica, nos sistemas de comunicação ou no funcionamento de serviços.
O fenômeno seguirá etapas bem definidas: começa com a fase penumbral, avança para o eclipse parcial e atinge a totalidade, quando a Lua fica com coloração avermelhada devido à filtragem da luz solar pela atmosfera da Terra.
Ou seja, não é um “apagão”, mas um alinhamento astronômico natural e previsível. Abaixo você confere cada fase e os respectivos momentos, com base no horário oficial de Brasília:
– Início do eclipse penumbral: 3h44min.
– Início do eclipse parcial: 4h50min.
– Início da totalidade: 6h04min.
– Fim da totalidade: 7h03min.
– Fim do eclipse parcial: 8h17min.
– Encerramento do eclipse: 9h23min.
Não há qualquer recomendação de segurança, interrupção de serviços ou risco associado ao evento. Diferentemente de um eclipse solar, o eclipse lunar pode ser observado a olho nu, sem necessidade de proteção especial. (com informações do portal O Globo)
