O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou no sábado, durante a festa de aniversário do PT, que aceita a quebra dos sigilos bancário e telefônico para esclarecer as suspeitas sobre um triplex no litoral de São Paulo e sobre um sítio em Atibaia, também em São Paulo. O Ministério Público de São Paulo investiga o ex-presidente por suposta ocultação de patrimônio, relativa a um apartamento triplex.
Em outra frente, a Operação Lava-Jato, do Ministério Público Federal e da PF (Polícia Federal), investiga todos os imóveis do condomínio no Guarujá onde fica o triplex. Alguns apartamentos do Solaris eram da Cooperativa Habitacional dos Bancários e, em 2009, foram assumidos pela OAS. A suspeita é que a empreiteira usava os imóveis para pagar propinas de contratos com estatais.
Já o sítio em Atibaia teria tido a reforma custeada pelo pecuarista José Carlos Marques Bumlai e as construtoras OAS e Odebrecht, envolvidos nas investigações da Operação Lava-Jato, segundo o Ministério Público. A suspeita é de que Lula seja o dono da propriedade e que tenha registrado o imóvel no nome de terceiros. A propriedade de 150 mil metros quadrados foi comprada por 1,5 milhão de reais.
Lula disse ter sido informado de que terá os sigilos fiscal, bancário e telefônico quebrados nesta semana. “Recebi uma intimação de que, a partir de segunda-feira, vão quebrar meu sigilo bancário, telefônico, fiscal”, afirmou, durante seu discurso aos militantes. “Eu aceito até que quebrem meu sigilo bancário, telefônico. Se for esse o preço, que seja. Mas, quando isso acabar, quero que me deem um apartamento e uma chácara.”
