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Lula aumenta número de viagens e de entrevistas em que admite erros, ao mesmo tempo em que tenta ampliar influência do governo

(Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula)

A crise do governo Dilma Rousseff e o desgaste do PT obrigaram o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a antecipar os movimentos em favor de sua candidatura para 2018. Ele ampliou a influência no Palácio do Planalto e a agenda de viagens pelo País e se expôs mais em entrevistas até sobre temas como as investigações envolvendo amigos e um de seus filhos.

Lula pretende ir a Brasília uma vez por semana, a fim de influenciar nas decisões do governo e preservar o bom relacionamento com líderes de outras siglas. O ex-presidente não acreditaria que Dilma possa recuperar a popularidade sozinha e, por isso, resolveu adotar uma estratégia de “redução de danos” para si e para o PT. Mas a tática oferece riscos: na semana passada, foi vaiado em evento do movimento negro em Salvador (BA) e discursou só por dez minutos.

Desde que deixou o Planalto, em 2010, Lula buscou ambientes seguros para aparecer. Passou a discursar só para plateias amistosas em eventos partidários ou palestras contratadas. Deu pouquíssimas entrevistas, a maioria para blogueiros simpáticos ao PT e ao governo.

Nas duas últimas semanas, porém, Lula mudou de estratégia e concedeu duas entrevistas na TV, para SBT e GloboNews. Em ambas, tratou de temas espinhosos e abusou de metáforas. Reconheceu erros e admitiu que o PT disse na campanha que não mudaria a economia, mas o governo adotou um ajuste fiscal. (AE)

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