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Lula chama cinco setores do agronegócio para reunião em momento de alta da inflação de alimentos

(Foto: Ricardo Stuckert/PR)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai chamar representantes de cinco setores da agropecuária, entre eles fruticultura, cafeicultura e pecuária, a partir da próxima semana, para conversas no Palácio do Planalto. O movimento ocorre em um momento em que a alta da inflação no grupo alimentação e bebidas nos meses de janeiro e fevereiro preocupa o governo, pois atinge diretamente os mais pobres, o principal eleitorado do petista.

De acordo com o ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, o governo federal espera a redução no preço dos alimentos até abril. Como mostrou o Broadcast Político, o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, afirma que não estão no radar medidas “excepcionais”, mas sim ações estruturantes para as próximas safras. Lula já envolveu os ministros Fernando Haddad (Fazenda) e Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário), além do diretor da Conab, Edegar Pretto, nas conversas.

Na esteira da expectativa pela redução do preço dos alimentos, o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, afirmou que o governo estuda medidas de estímulo para o novo Plano Safra para aumentar a produção de arroz, feijão, milho, trigo e mandioca. “São medidas estratégicas, não só crédito, como o governo quer lançar contratos de opção”, disse.

O grupo ‘alimentação e bebidas’ saiu de um aumento de 1,38% em janeiro para alta de 0,95% em fevereiro dentro do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). O grupo contribuiu com 0,20 ponto porcentual para a taxa de 0,83% do IPCA do último mês.

Segundo Teixeira, o aumento registrado se deu por questões climáticas, como a alta temperatura registrada na Região Centro-Oeste e as chuvas ocorridas na Região Sul. “Foi um aumento sazonal que a tendência agora é diminuir”, comentou.

Preço do arroz

Em outra frente, o governo federal espera uma queda em torno de 20% no preço do arroz nas próximas semanas. Na quinta-feira (14), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva teve reunião com ministros para tratar da alta dos preços dos alimentos aos consumidores no fim de 2023 e início deste ano.

Entre novembro e janeiro, o grupo de alimentação e bebidas foi o que mais pesou no cálculo da inflação, no bolso dos brasileiros. As questões climáticas, como as altas temperaturas e o maior volume de chuvas em diferentes regiões do país influenciaram a produção dos alimentos e, consequentemente, os preços.

Segundo o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, o governo espera que a baixa de preços seja repassada na mesma medida para os consumidores pelas empresas atacadistas, que fazem a distribuição ao consumidor. No caso do arroz, isso deve acontecer na virada do mês de março para abril, à medida que haja reposição de estoques a preços menores.

“O Rio Grande do Sul produz praticamente 85% do arroz consumido no Brasil e tivemos enchentes no Rio Grande do Sul exatamente nas áreas produtoras, o que deu certa instabilidade. O fato é que estamos com a colheita em torno de 10% no Rio Grande do Sul e os preços aos produtores já desceram de R$ 120 para em torno de R$ 100 a saca. O que esperamos é que se transfira essa baixa dos preços, os atacadistas abaixem também na gôndola do supermercado, que é onde as pessoas compram”, disse.

“A gente espera, então, que com o caminhar da colheita, que chegamos a 50% e 60% nos próximos dias, da colheita de arroz, esse preço ainda ceda um pouco mais”, acrescentou Fávaro. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo e da Agência Brasil.

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