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Na sexta-feira, Lula começou o dia como “prisioneiro” e terminou como candidato

A presença de Lula no governo deve mexer na área da economia (Foto: Reprodução)

Demorou umas cinco horas para o impacto da condução coercitiva do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se transformar em palanque político. Em discurso na sede do PT em São Paulo, ele disse, com a oratória e o carisma que lhe é peculiar, que se sentiu um prisioneiro, que nunca se opôs a prestar depoimento e que está magoado e ofendido com a medida.

“Me senti ultrajado, mas isso era o que precisava acontecer para o PT levantar a cabeça. Todo santo dia alguém faz o partido sangrar. A partir da semana que vem, quem quiser discurso do Lula, é só pagar a passagem de avião. Não sei se serei candidato em 2018, mas essas coisas aumentam o tesão da gente. Tentaram matar a jararaca, mas não acertaram na cabeça, acertaram no rabo. A jararaca está viva”, disse, em tom emocionado.

Discurso
O discurso foi feito entre petistas também atingidos pela Operação Alethea, como funcionários do PT, e com as importantes presenças da deputada Jandira Feghali (PCdoB) e do senador Lindbergh Farias (PT).

O ex-presidente desafiou investigadores a encontrarem irregularidade em sua conduta e até exagerou na hora de mostrar a origem pobre e humilde ao falar que não entende nada de vinhos. (AD)

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