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Lula discursa ao lado de Jaques Wagner e diz escolher “companheiros”: “Todo amigo é um irmão”

O presidente Lula (PT) afirmou durante discurso nesta quarta-feira (1) ser grato à Bahia pelos “companheiros” que ele tem no estado e citou o senador Jaques Wagner (PT-BA), que há uma semana precisou se afastar da liderança do governo no Senado, na esteira das investigações sobre o Banco Master.

“Tenho que agradecer à Bahia. A gente não escolhe pai, mãe, irmãos, irmãs. Mas a gente escolhe companheiros. E aqui na Bahia eu tenho companheiros de longa data”, começou Lula, mencionando, além de Jaques Wagner, o ex-ministro Rui Costa (PT), o governador Jerônimo Rodrigues (PT) e o senador Otto Alencar (PSD-BA).

“Nem todo irmão é um amigo. Mas todo amigo é um irmão. E essas pessoas ao longo da vida têm me ajudado a fazer o que faço, a ser o que eu sou”, disse Lula. A declaração foi dada durante inauguração da nova unidade do Hospital Estadual Litoral Norte em Alagoinhas, na Bahia. Outros investimentos na área da saúde foram anunciados.

Trata-se do primeiro ato público do presidente ao lado de Jaques Wagner desde que o parlamentar deixou o cargo de líder do governo. Wagner também fez um breve discurso durante a cerimônia de inauguração, com elogios ao governo federal e ao presidente: “Estamos firmes aqui defendendo o seu nome, o seu projeto, e vamos para cima, porque este ano é ano de festa da democracia”.

O senador do PT retomou sua agenda pública na última sexta-feira (26), quando participou de uma série de atos políticos no oeste da Bahia. Na ocasião, o governador Jerônimo Rodrigues fez uma defesa pública do aliado.

Nesta quarta-feira, em Alagoinhas, o senador Otto Alencar também dedicou parte do seu discurso a Jaques Wagner. “Eu quero fazer uma homenagem especial. Ele me arrancou lá do Tribunal de Contas e caminho com ele até hoje. Não pode pedir voto agora. Mas se fosse eu e você [disputando a eleição ao Senado], eu não pedira voto para mim. Eu pediria por você, pelo merecimento que você tem comigo”, disse.

“Você é um irmão que eu conheci na caminhada da vida pública. Admiração muito grande por você. E você, com sua história, ao lado do presidente, não precisa nada. O povo vai explicar isso no dia 4 de outubro, com fé em Deus”, continuou Alencar.

Uma ala governista defendeu o afastamento de Jaques Wagner na liderança por temer que os estilhaços do caso Master afetem a imagem do presidente. Por outro lado, setores do partido argumentam que o senador deve ser fortalecido, de forma a não abalar a força do palanque de Lula na Bahia.

O estado foi fundamental para a vitória do presidente em 2022 ao garantir uma frente de 4 milhões de votos em relação a Jair Bolsonaro (PL).

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