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Lula diz que Eduardo Bolsonaro “não pode exercer” mandato dos Estados Unidos e revela conversa com o presidente da Câmara

"Eduardo Bolsonaro vai passar para a história como o maior traidor da história desse País", disse Lula. (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta sexta-feira (29), que o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) não deveria exercer seu mandato do exterior.

Ao ser questionado sobre o assunto em entrevista concedida à Rádio Itatiaia, o petista declarou que é “extremamente necessário” cassar o mandato do parlamentar, tema que diz já ter conversado com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB).

“Eu já falei com o presidente Hugo Motta, já falei com vários deputados. É extremamente necessário cassar o Eduardo Bolsonaro, porque ele vai passar para a história como o maior traidor da história desse País. Aliás, um dos maiores traidores da pátria no mundo”, enfatizou Lula.

Na noite de quinta-feira, Eduardo enviou um ofício ao presidente Hugo Motta em que pede para exercer o mandato mesmo estando nos Estados Unidos. Se não voltar ao Brasil, ele será cassado caso falte mais de um terço das sessões do ano.

Na semana passada, o parlamentar e seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), foram indiciados pela Polícia Federal (PF) pelos crimes de coação no curso do processo e abolição violenta ao Estado Democrático de Direito por conta de supostas articulações para intensificar as sanções impostas pelos Estados Unidos ao Brasil.

Lula também afirmou que Eduardo Bolsonaro utiliza argumentos equivocados para fomentar a aplicação de sanções ao Brasil impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Segundo o petista, as justificativas utilizadas pelo mandatário americano são “totalmente inverídicas”, como na questão que envolve a regulação das big techs no país, em que os EUA alegam cerceamento à liberdade de expressão.

“É importante o presidente americano compreender que o Brasil tem uma legislação, tem uma Constituição. Todas as empresas, de qualquer nacionalidade, que estejam implantadas no Brasil, devem cumprir a legislação. Nós vamos regular as bigtechs, porque nós queremos defender as nossas crianças”, disse.

O presidente afirmou que, na semana que vem, o Governo Federal dará entrada, no Congresso Nacional, com a proposta para “regular definitivamente as big techs”. Ele mencionou que o parlamento já “fez uma parte” com a aprovação do projeto de lei que combate a chamada “adultização” de crianças e adolescentes nas redes sociais na última quarta-feira, que agora aguarda sanção presidencial.

Conforme afirmou o ministro da Casa Civil, Rui Costa, o objetivo do governo com a regulação das big techs é estabelecer medidas que evitem abusos contra os consumidores. O debate acontece ao mesmo tempo em que, em nível internacional, se discute a regulamentação das grandes empresas de tecnologia. Tanto a União Europeia quanto os Estados Unidos têm procurado ampliar a fiscalização sobre o uso de dados pessoais, o espalhamento de notícias falsas e os efeitos econômicos dessas plataformas.

Lula chegou em Minas Gerais na manhã desta sexta-feira para cumprir agenda na cidade de Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, onde anunciou investimentos ligados ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). As novas propostas, também válidas para outros Estados do País, preveem melhorias na mobilidade urbana das cidades e o aperfeiçoamento do transporte público coletivo.

Os investimentos serão empenhados em diferentes formas de transporte, como BRTs, ônibus elétricos, metrôs e VLTs, além de corredores exclusivos para ônibus, terminais, ciclovias ligadas ao transporte público e tecnologias que ajudam a melhorar o trânsito nas cidades.

 

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