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Lula diz que quem “se meter” nas eleições brasileiras “vai apanhar muito”

Lula disse que o Brasil quer manter relações com todos os países do mundo. (Foto: Ricardo Stuckert)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse nesse sábado (25) que “quem quiser de fora se meter” nas eleições brasileiras, “vai apanhar muito”. A declaração aconteceu após o Ministério de Relações Exteriores negar visto a funcionários dos Estados Unidos que viajariam ao Brasil para questionar integridade das urnas.

“E que não venha ninguém de fora querer meter o dedo nas nossas eleições. […] quem quiser de fora se meter nas eleições brasileiras vão apanhar muito aqui nas eleições. Quem vai decidir o destino desse país são 157 milhões de eleitores”.

A fala foi durante a convenção estadual do PT em São Paulo, que oficializou a candidatura de Fernando Haddad (PT) ao governo do Estado. Durante o discurso, Lula voltou a falar em soberania e disse que o Brasil quer manter relações com todos os países do mundo.

“O aviso está dado, o brasil é soberano, o Brasil quer manter relações com todos os países do mundo. O Brasil não quer guerra, o Brasil quer paz. O Brasil não quer ódio, o Brasil quer amor. O Brasil não quer fazer futrica, o Brasil quer trabalhar”.

Na sexta-feira (24), o Itamaraty negou os pedidos de visto solicitados pelos diplomatas Riley M. Barnes, secretário-assistente, e Samuel Samson, subsecretário-assistente do Departamento de Estado dos Estados Unidos.

Os dois foram citados em reportagem do jornal “The Washington Post” como responsáveis por uma estratégia para questionar a integridade e a confiabilidade do sistema eleitoral brasileiro. A viagem estaria prevista para ocorrer poucas semanas antes das eleições presidenciais do país, agendadas para 4 de outubro. O governo brasileiro foi informado do caráter “inusitado” da missão dos dois funcionários e decidiu negar os vistos.

Pré-candidato à Presidência, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) teve uma reunião com representantes de cerca de 40 países em um evento privado, na última semana. Durante o encontro, ele afirmou que o Brasil utiliza urnas fabricadas por uma empresa venezuelana suspeita de fraudes, informação já desmentida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O senador nega estar questionando o sistema eleitoral brasileiro, mas defendeu que os países presentes enviem observadores internacionais para acompanhar as eleições no Brasil. Nos bastidores do Supremo Tribunal Federal (STF), ministros classificaram a tentativa de missão como “escandalosa” e “inusitada”. Para integrantes da Corte, a iniciativa representaria uma tentativa de interferência externa em um tema de competência exclusiva das instituições brasileiras e no processo eleitoral do país. (Com informações do portal de notícias g1)

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