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Lula diz que Trump tem inveja do conhecimento chinês em terras raras

Lula deu a declaração em reunião com ministros do governo e especialistas para discutir a política brasileira para os minerais críticos. (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nessa sexta-feira (10) que a China possui uma “obsessão” por ser o único país a deter o conhecimento sobre minerais críticos e terras raras e que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem “inveja” dos chineses.

Lula deu a declaração em reunião com ministros do governo e especialistas para discutir a política brasileira para os minerais críticos. O encontro ocorreu no Palácio do Planalto e teve como foco a exploração desses recursos.

As terras raras e os minerais críticos são insumos fundamentais para a transição energética global e para a fabricação de tecnologias avançadas, como veículos elétricos, turbinas eólicas, eletrônicos de consumo e equipamentos de defesa.

A discussão sobre soberania mineral tem ganhado força na agenda geopolítica internacional diante da disputa comercial e tecnológica entre potências como Pequim e Washington.

Lula disse que, até o encontro dessa sexta no Palácio do Planalto, achava que Brasil era “quase que analfabeto” nessa temática. Mas que passou a a avaliar que o Brasil tem “capital intelectual e uma estrutura institucional muito superior ao que imaginava inicialmente”.

“Eu fico boquiaberto de ver quanto conhecimento sobre minerações críticas e terra rara está em volta dessa mesa”, afirmou Lula.

“Eu sinceramente achei que a gente era quase que analfabeto nesse assunto e nessa reunião ficou claro o potencial de conhecimento que o Brasil tem em todas essas coisas que parecem uma coisa só da China, obcecada a ser a única do mundo e da inveja do Trump de querer tomar o conhecimento da China”, acrescentou o petista.

Apesar da infraestrutura e do conhecimento técnico já existentes no país, o presidente avaliou que o principal entrave para que o Brasil ocupe uma posição de destaque no mercado global de terras raras não é a falta de recursos ou de capacidade científica, mas sim a ausência de direcionamento estratégico.

“A gente fica pensando o que é que falta para nós, falta uma decisão política, falta uma decisão de governo, o que o governo deseja que aconteça nesse país e o que o governo quer propor à sociedade brasileira”, concluiu Lula.

Lula voltou a defender que o Brasil amplie a participação na cadeia produtiva dos minerais críticos. Segundo o presidente, o País não deve se limitar à exportação da matéria-prima, mas investir no processamento e na industrialização desses recursos em território nacional.

Aliança

Neste ano, o governo americano convidou o Brasil para uma aliança para garantir o controle da produção e refino de minerais críticos e terras raras.

Entretanto, proposta foi negada pelo governo Lula, que avaliou o mecanismo fere a autonomia nacional. O Brasil também disse que pretende fazer acordos sobre o tema com outros países.

Em maio deste ano, a Câmara dos Deputados aprovou um projeto que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE), com um fundo garantidor para estimular projetos e crédito tributário de R$ 5 bilhões para incentivar o processamento de minérios no País.

A ideia da proposta é que o Brasil possa desenvolver a indústria nacional na área. Atualmente, o projeto está em análise no Senado. (Com informações do portal de notícias g1)

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