O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nessa quinta-feira (3) que terá conversas com empresas de aviação para discutir o alto preço das passagens aéreas. O chefe do Executivo disse ter pedido ao ministro de Portos e Aeroportos, Márcio França, um estudo sobre as passagens e quantidade de voos.
“Muitas vezes, é mais barato viajar de Brasília a Miami ou de São Paulo a Miami do que viajar de um Estado brasileiro para outro Estado”, declarou durante entrevista a rádios da Amazônia nessa quinta-feira.
“Vamos chamar as empresas de aviação para discutir o que está acontecendo de verdade na aviação brasileira”, disse, acrescentando que vai falar também sobre a escassez de aviões regionais.
Lula falou que, normalmente, responsabilizam o preço do querosene pelo alto preço das passagens aéreas. “No governo anterior, aumentou 21%, mas no nosso governo, já caiu 32%”, comentou.
Outros temas
Entre outros temas da entrevista, Lula também falou sobre o meio ambiente. “Tratar da Amazônia não é só cuidar das florestas, da biodiversidade, do ecossistema, da água. Isso é vital e muito importante. Mas cuidar da Amazônia é cuidar do povo da Amazônia. As pessoas que moram no Amazonas tem direito de trabalhar, de comer, de se vestir, de passear, de viver bem. E é por isso que nós estamos fazendo essa reunião em Belém. É por isso que vamos trazer o encontro mundial para Belém. E é por isso que vamos fazer grandes investimentos”, afirmou.
Sobre segurança na fronteira, o presidente declarou: “Queremos não apenas envolver os municípios e os estados, mas envolver os países fronteiriços. O Flávio Dino (ministro da Justiça e Segurança Pública) apresentou uma proposta que vai ter uma base da Polícia Federal em Manaus, que vai ter uma atuação em todo o território amazônico. E a gente quer combinar, inclusive, com a participação das Forças Armadas. A gente quer combinar com os ministros da Defesa dos países vizinhos fronteiriços. E a gente quer combinar com a polícia dos outros países. Porque não é apenas a questão do tráfico, é a questão do crime organizado que tem tomado conta de regiões da nossa querida Amazônia. Nós vamos, então, ser duros com isso.” As informações são do jornal O Estado de S. Paulo e do Palácio do Planalto.
