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Lula e Flávio Bolsonaro farão últimos atos de campanha em São Paulo

Petista deve realizar caminhada na Avenida Paulista; candidato do PL vai fazer carreata em Santa Bárbara D'Oeste. (Foto: Divulgação)

Os dois candidatos à presidência da República mais bem colocados nas pesquisas chegam às vésperas do primeiro turno da eleição de 2026 com enfoque em São Paulo: Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) vão realizar seus últimos atos de campanha no Estado, neste sábado (3).

Lula vai fazer uma caminhada na Avenida Paulista, principal cartão-postal de São Paulo, repetindo a mesma estratégia adotada no dia anterior ao primeiro turno de 2022. O ato será feito em conjunto com Fernando Haddad (PT), que concorre ao governo paulista, e as candidatas ao Senado na mesma chapa, Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB). A caminhada começará às 9h, na Rua Augusta, e deve durar cerca de duas horas.

Já Flávio escolheu o interior como palco para uma carreata, que sairá por volta das 10h de Santa Bárbara D’Oeste, na Região Metropolitana de Campinas, e seguirá até Americana. O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que concorre à reeleição, também estará presente, junto aos candidatos ao Senado André do Prado (PL) e Guilherme Derrite (PP).

Nas últimas semanas, com a aproximação do pleito, Flávio e Tarcísio intensificaram os eventos conjuntos após um início de campanha mais afastados. Na semana passada, o candidato ao Planalto pelo PL e o governador fizeram um atos e caminhadas no Centro da capital. Os dois foram ao Brás, região de comércio popular, ao lado do prefeito Ricardo Nunes (MDB), e depois ao Mercado Municipal. Dias antes, no último dia 25, os dois estiveram juntos no rodeio de Jaguariúna.

Segundo a última pesquisa Quaest, Lula tem 30% das intenções de voto no Estado de São Paulo contra 36% de Flávio no primeiro turno, situação que destoa do cenário nacional, em que o petista lidera com 39% e o candidato do PL com 34%.

São Paulo concentra cerca de 21% do eleitorado do País e é considerado fundamental para os resultados nacionais. Historicamente, o PT perde no Estado, ainda que tenha bons resultados na capital. Por isso, além de ter escalado quatro ex-ministros para a disputa estadual, Lula pretende reforçar a presença na região a fim de garantir uma votação mais confortável no domingo.

Conflito 

O ato dos petistas previsto para sábado na Paulista, porém, tem sido alvo de conflitos com a gestão Ricardo Nunes (MDB), prefeito aliado de primeira hora de Tarcísio. A prefeitura tem alegado que o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) pediu, em julho, que ruas onde há feiras livres e outros eventos sejam mmantidos “desimpedidos” nos dias 3 e 4 de outubro, por conta da proximidade de locais de votação.

Entretanto, neste ofício citado pela gestão municipal, o TRE-SP elenca algumas vias que devem permanecer desobstruídas e, ao mencionar especificamente a Avenida Paulista, pede a “abertura para circulação de veículos no domingo de eleição”. O PT afirmou, em nota, que há uma “tentativa da Prefeitura de São Paulo de criar confusão em torno da realização do ato, o que abre margem para interpretações de cunho político com objetivo de prejudicar a mobilização da agenda”, e anunciou que manterá o ato.

“A legislação estabelece a necessidade de comunicação prévia justamente para garantir a organização do espaço público e evitar a coincidência de atos no mesmo local e horário. Essa comunicação foi devidamente realizada pelo partido. Na quarta-feira (30), representantes do Diretório Estadual do PT participaram de reunião com a Subprefeitura, a Polícia Militar, a Guarda Civil Metropolitana, a CET e a SPTrans para tratar da operação da caminhada. O evento e seu percurso foram apresentados aos órgãos responsáveis, e a reunião foi registrada e lavrada em ata. Estranhamente, após a reunião, a prefeitura comunicou ao partido e à imprensa que a caminhada não poderia ser realizada, sob a justificativa de que o TRE-SP solicitou que avenida Paulista fique desobstruída nos dias 3 e 4”, argumentou o partido. (Com informações do jornal O Globo)

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