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“Lula é o pai do Tigrinho”, diz Flávio Bolsonaro

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) reagiu à medida anunciada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para proibir as bets no Brasil. (Foto: Vittor Sales/Divulgação)

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) reagiu nessa sexta-feira (25) à medida anunciada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para proibir as bets no Brasil. A proposta, que será anunciada na tarde desta sexta-feira, deve afetar tanto as apostas esportivas quanto os jogos de cassino on-line, como o chamado “Jogo do Tigrinho”, caça-níqueis, roletas e jogos de cartas. Flávio voltou a acusar Lula de ter permitido a expansão do setor e de tentar revertê-la às vésperas da eleição.

“Lula tem dois filhos que fizeram muito mal ao Brasil: o Lulinha e o Tigrinho. É mais uma vez uma atitude populista, hipócrita, eleitoreira. Ninguém garante que, depois da eleição, ele libere tudo de novo, porque está jogando tudo nas eleições”, afirmou o presidenciável em agenda na formatura geral do curso de formação de praças da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, no Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças (CFAP), em Jardim Sulacap, na Zona Oeste do Rio.

Questionado se também proibiria as bets esportivas, Flávio distinguiu as apostas esportivas dos jogos de cassino pela internet. Ele prometeu acabar com o “Tigrinho”, mas não assumiu o compromisso de vetar as apostas em resultados dos jogos e suas variantes, como placar da partida, número de cartões, entre outras possibilidades.

“Sempre fui contra os jogos. Uma coisa é você permitir que brasileiros, por livre e espontânea vontade, possam apostar em jogos que são reais, em jogo de futebol. E mesmo assim tem questionamento. O que Lula permitiu foi a legalização do cassino on-line, do ‘Jogo do Tigrinho’”, disse.

As apostas esportivas de quota fixa foram legalizadas em 2018, no governo de Michel Temer. Durante o governo Bolsonaro, o setor cresceu sem qualquer regulamentação. Os jogos on-line foram incluídos na legislação aprovada em 2023, durante o governo Lula. Na tramitação, o Senado chegou a votar pela exclusão dos cassinos on-line, mas a restrição não permaneceu no texto final.

Flávio acusou ainda o governo de omissão diante das plataformas clandestinas:

“Lula não faz porque não quer, ele não fiscaliza. Grande parte desses sites é ilegal. Lula não faz absolutamente nada para coibir.”

Durante o evento, anunciado na agenda de campanha de Flávio, ele foi apresentado como senador. Estiveram presentes com o presidenciável, o candidato ao governo do Rio e presidente da Alerj, Douglas Ruas (PL), senador e candidato à reeleição Carlos Portinho (PL) e o deputado federal e candidato ao senado Carlos Jordy (PL).

Viagem em jato ligado a Vorcaro

O candidato também defendeu a viagem que fez com a mulher e as duas filhas, em janeiro de 2025, num jato que tinha entre seus proprietários uma empresa ligada a Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. Flávio afirmou que voou a convite do advogado Willer Tomaz, seu amigo e um dos cotistas da aeronave.

“Foi uma viagem em família, a convite dele. Estavam minha esposa e minhas filhas. Eu viajei com um dono do avião. Não tenho absolutamente nada de errado. Não dá para querer criminalizar a amizade agora”, afirmou.

O voo, de Fort Lauderdale a Brasília, foi revelado pelo jornal O Globo. A revista Piauí identificou a aeronave e apurou que a Prime You, da qual Vorcaro era sócio, já possuía um terço de suas cotas na data da viagem. Tomaz diz que custeou o trajeto, que convidou os passageiros sem exigir contrapartida e que não conhecia Vorcaro. O advogado é investigado pela Polícia Federal na Operação Sem Desconto, que investiga um esquema bilionário de fraudes em benefícios do INSS.

Na quinta-feira, Flávio havia ironizado o assunto em suas redes sociais: “Ainda bem que na época o avião era de Willer. Imagina se fosse agora, eu teria viajado no avião de Alexandre de Moraes”, publicou o senador no X.

Ao defender o amigo, Flávio acusou órgãos públicos de perseguirem pessoas de seu entorno. Porém, ele não apresentou provas para a acusação. “Que mundo vocês vivem que não estão vendo o aparelhamento que Lula fez na máquina do Estado? É Supremo aparelhado, Ministério Público aparelhado, Polícia Federal aparelhada, até Defensoria Pública aparelhada. Todo mundo mobilizado para perseguir qualquer pessoa no meu entorno.” As informações são do jornal O Globo.

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