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Lula e primeiro-ministro da Alemanha inauguram feira industrial e defendem acordo entre Mercosul e União Europeia

Lula e Merz defenderam o acordo entre Mercosul e União Europeia (UE) como resposta adequada ao atual cenário internacional turbulento e incerto. (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

Brasil e Alemanha fecharam acordos de cooperação na segunda etapa da viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva pela Europa. Na manhã desta segunda-feira (20), Lula e o primeiro-ministro alemão, Friedrich Merz, participaram da inauguração do estande brasileiro na Feira Industrial de Hannover – a principal do setor no mundo.

O Brasil tem esse lugar de destaque no evento porque é o país parceiro desta edição, o que não acontecia desde 1980. Os dois defenderam o acordo entre Mercosul e União Europeia (UE) como resposta adequada ao atual cenário internacional turbulento e incerto. Merz ressaltou que, em tempos instáveis na economia e na geopolítica, parcerias são fundamentais.

Na tarde de segunda, Lula e Merz fizeram uma declaração conjunta para a imprensa no antigo Palácio Real de Herrenhausen. E anunciaram acordos bilaterais. São cooperações em áreas como inteligência artificial, defesa e bioeconomia.

A Alemanha é a quarta maior parceira comercial do Brasil, com negócios na casa dos 20 bilhões de dólares, atrás só da China, Estados Unidos e Argentina.

O presidente brasileiro disse que há espaço para mais investimentos, principalmente no setor de biocombustíveis. “A recente alta nos preços do petróleo mostra que está mais do que na hora da Europa superar sua resistência ideológica aos biocombustíveis. Com o conhecimento acumulado ao longo de cinco décadas, o Brasil é capaz de produzir etanol e biodiesel sem comprometer a produção de alimentos e as áreas de floresta”, afirmou o presidente.

Lula destacou que a entrada em vigor do entre Mercosul e União Europeia é um passo decisivo para a diversificação das relações comerciais e o fortalecimento da resiliência econômica. “Por isso o Acordo Mercosul -União Europeia é tão importante e foi tão defendido por Brasil e Alemanha. Depois de 25 anos de negociações, nossas regiões disseram sim à integração para criar uma zona de livre comércio que reúne 720 milhões de pessoas e que soma um PIB de 22 trilhões de dólares”, explicou Lula.

Para o presidente, o acordo representa um modelo de integração que valoriza trabalhadores, direitos humanos e o meio ambiente. “Estamos mostrando ao mundo que ainda é possível trilhar o caminho da prosperidade comum (…). A entrada em vigor do Acordo Mercosul -União Europeia, no dia 1º de maio, abre espaço para uma parceria abrangente, que vai muito além do livre comércio. Estamos falando de um modelo de cooperação que valoriza e protege os trabalhadores, os direitos humanos e o meio ambiente”, afirmou o presidente.

Friedrich Merz também comemorou a entrada em vigor do acordo, classificando o Brasil e a Alemanha como defensores dessa integração. Ele afirmou ainda que a implementação do acordo deve impulsionar a colaboração em diversas áreas, como tecnologia e agricultura. “Fizemos parte daquele grupo que realmente insistiu que o acordo entrasse em vigor, então foi um êxito em comum. Entrando em vigor, vai fomentar cada vez mais a nossa cooperação na área de tecnologia, inteligência artificial, economia circular, agricultura, energia”, disse.

 

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