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Lula passa por quarta sessão de radioterapia após retirada de câncer de pele

O procedimento ocorre após a retirada de um câncer de pele identificado no couro cabeludo em abril deste ano. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva realizou, nessa quinta-feira (28), mais uma sessão do tratamento preventivo de radioterapia superficial no Hospital Sírio-Libanês, em Brasília. O procedimento ocorre após a retirada de um câncer de pele identificado no couro cabeludo em abril deste ano.

Ao todo, o presidente deverá passar por 15 sessões de radioterapia ao longo de três semanas. As aplicações serão realizadas diariamente, de segunda a sexta-feira, e os horários serão ajustados de acordo com a agenda presidencial.

Lula já realizou quatro sessões do tratamento – incluindo uma aplicação feita na noite de quarta (27). A equipe médica indicou a radioterapia como medida complementar para reduzir as chances de retorno da lesão removida no mês passado.

Integrantes do governo afirmam que o tratamento não interfere na rotina do presidente, que segue mantendo normalmente os compromissos oficiais e a agenda de trabalho.

A lesão retirada em 24 de abril foi diagnosticada como um carcinoma basocelular, o tipo mais comum de câncer de pele e considerado de baixa agressividade. A cirurgia foi realizada na unidade do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. O acompanhamento médico do presidente continua sendo conduzido pelas equipes lideradas pelo cardiologista Roberto Kalil Filho e pela médica Ana Helena Germoglio.

Tratamento

A radioterapia é um tratamento utilizado no combate ao câncer que emprega radiação para destruir ou impedir o crescimento de células tumorais. O procedimento pode ser indicado de forma isolada ou combinado com cirurgia, quimioterapia e outras terapias, dependendo do tipo e do estágio da doença.

O tratamento funciona por meio de feixes de radiação direcionados à região afetada pelo tumor. A radiação danifica o material genético das células cancerígenas, dificultando sua multiplicação e levando à destruição dessas estruturas ao longo do tempo. Embora também possa atingir células saudáveis próximas, os equipamentos modernos permitem maior precisão e reduzem os impactos nos tecidos ao redor.

Existem diferentes tipos de radioterapia. A mais comum é a radioterapia externa, na qual a máquina emite radiação de fora do corpo para a área atingida. Já na braquiterapia, materiais radioativos são colocados temporariamente dentro ou próximos do tumor. Em alguns casos, também pode ser utilizada a radioterapia sistêmica, feita com substâncias radioativas administradas por via oral ou intravenosa.

Antes do início das sessões, o paciente passa por exames e planejamento médico para definir a dose de radiação, a área a ser tratada e o número de aplicações. As sessões costumam ser rápidas, indolores e realizadas ao longo de várias semanas.

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