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Lula promete caneta emagrecedora de graça para pacientes com obesidade

Segundo o ministro da Saúde, o medicamento será oferecido gratuitamente no SUS de forma responsável, com base em estudos e na definição de um protocolo clínico. (Foto: Reprodução)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou na quinta-feira (17), durante agenda em Montes Claros (MG), que canetas emagrecedoras serão distribuídas gratuitamente para pacientes com obesidade. Em meio ao crescimento do adversário Flávio Bolsonaro (PL) nas pesquisas eleitorais, o petista fez a nova promessa no mesmo dia em que anunciou aumento do Bolsa Família.

“Essa canetinha vai ser utilizada para cuidar, de graça, para as pessoas que tenham obesidade. Quando o médico detectar que um homem ou uma mulher tem problema de se curar”, disse o petista durante uma visita ao Complexo Industrial da Eurofarma.

Durante o discurso no Norte de Minas, Lula afirmou também que os minerais críticos e as terras raras serão um “passaporte para o futuro do povo brasileiro”. Ao destacar a sanção da política nacional, feita na quarta-feira, 16, o presidente disse que o conselho especial montado na Presidência será feito para impedir que chineses e americanos dominem as matérias-primas brasileiras.

“Acreditem, esse País não tem retorno, é daqui para frente. A gente vai fazer esse País se transformar, nos próximos 10 anos, em um País altamente desenvolvido. Chega de ficar olhando para Xangai, chega de ficar olhando para o Vale do Silício. Vamos olhar para nós”, disse Lula.

Lula também relatou críticas sofridas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), dizendo que ele é historicamente atacado pela iniciativa privada e pela imprensa. “Nunca levaram em conta quantas pessoas o SUS salvava, só anunciavam as pessoas que morriam para criar uma imagem negativa”, declarou.

Oferta no SUS

Ao acompanhar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na quinta-feira (17), em viagem a Montes Claros (MG), o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, apresentou os primeiros resultados do trabalho realizado pela pasta para avaliar a incorporação das chamadas canetas emagrecedoras ao Sistema Único de Saúde (SUS). O ministro reforçou que o medicamento, utilizado no tratamento da obesidade, será oferecido gratuitamente no SUS de forma responsável, com base em estudos e na definição de um protocolo clínico.

“O Brasil é hoje o país com a maior diversidade de medicamentos registrados para o combate à obesidade, as chamadas canetas emagrecedoras. Já temos 14 produtos registrados. E isso derrubou o preço para a população. O que estava custando R$ 1,7 mil, R$ 2 mil, já está entre R$ 300 e R$ 400 na farmácia, aumentando o acesso. Isso já ajuda muita gente. Mas a gente quer uma outra coisa: colocar essa medicação no SUS como um direito. E vamos fazer isso de forma responsável”, ressaltou o ministro Padilha.

Em visita à fábrica da Eurofarma, primeira multinacional farmacêutica com capital 100% brasileiro, o ministro reforçou que o medicamento não será incorporado ao SUS como um “milagre estético”. “Estamos avaliando pessoas que estavam na fila de cirurgia bariátrica para saber se o uso dessa medicação consegue controlar a obesidade sem a necessidade de cirurgia; se melhora a situação de pessoas que têm obesidade e problemas cardíacos; e de mulheres que tiveram câncer de mama, avaliando se a utilização dessa medicação pode reduzir o risco de o câncer voltar. São pessoas que precisam do medicamento, com orientação médica. Vamos deixar pronto o protocolo para podermos disponibilizá-lo no SUS, em todo o Brasil, de forma responsável”, reforçou. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo e do Ministério da Saúde.

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