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Lula quer mais investimentos em armamentos para Defesa e diz que “não vai deixar ninguém meter o nariz nesse país”

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu nessa sexta-feira (24) mais investimentos nas Forças Armadas brasileiras. (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu nessa sexta-feira (24) mais investimentos nas Forças Armadas brasileiras “para não deixar ninguém meter o nariz no nosso país”. O chefe do Executivo visitou a fábrica Avibras, empresa do segmento de defesa que produz mísseis e foguetes, em Jacareí, no interior de São Paulo.

“Eu quero as Forças Armadas bem preparadas, bem treinadas, com soldados suficientes para tomar conta desse país”, disse o presidente no evento.

“Para que a gente possa levantar de cabeça erguida, sem nenhuma arrogância, falando de paz, mas preparado para não deixar ninguém meter o nariz no nosso país”, completou.

O presidente afirmou ainda estar feliz pelos trabalhadores da Avibras, que firmaram um acordo com a empresa para pôr fim a uma greve que durou anos e paralisou a operação da companhia.

A empresa retomou as atividades em maio. A companhia produz mísseis, foguetes, veículos e lançadores espaciais civis, entre outros.

Sob crise financeira, a Avibras passou cerca de três anos parada depois que funcionários iniciaram uma greve por falta de pagamento.

O acordo assinado entre o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e a Avibras determina o pagamento da dívida trabalhista em forma de indenização social. O débito está acumulado desde 2022 e soma R$ 230 milhões, segundo o sindicato.

A companhia conseguiu neste ano R$ 300 milhões de investidores brasileiros para retomar a produção de mísseis. Entre os investidores, está o empresário Joesley Batista, controlador da J&F.

Antes de desligar as máquinas de sua fábrica, a Avibras tinha como principais clientes países como Árabia Saudita, Catar, Indonésia e Malásia. E, no passado, forneceu equipamentos para as guerras Irã-Iraque e do Golfo, ocorridas nas décadas de 1980 e 1990.

Companhia privada, é vista como um ativo estratégico por pessoas ligadas ao governo. Guilherme Boulos (PSOL), hoje ministro-chefe da Secretaria Geral da República, é um dos que defendem abertamente a estatização da companhia, tendo criado um projeto de lei com essa finalidade. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.

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