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Lula recua e diz que não deveria ter falado em prender agentes públicos: Durante o depoimento ao juiz Sérgio Moro, o ex-presidente falou que usou “força de expressão”

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. (Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula)

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou atrás e admitiu que a declaração feita na última sexta-feira de que prenderia agentes públicos foi uma “força de expressão” e que não foi apropriada. O juiz Sérgio Moro questionou Lula sobre a fala feita em um evento partidário durante o depoimento prestado na quarta-feira (10), em Curitiba (PR).

Durante o depoimento, Moro questionou o que o ex-presidente queria dizer com a declaração: “se eles não me prenderem logo, quem sabe um dia eu mando prendê-los pelas mentiras que eles contam”.

Primeiro, Lula contestou a atuação da Polícia Federal (PF) e do Ministério Público (MP) na investigação feita contra ele, mas depois de ser questionado por Moro repetidamente sobre o caso, acabou admitindo que se excedeu.

“A história um dia vai julgar se houve abuso ou não de autoridade nesse caso do comportamento tanto da PF quanto do MP no meu caso. (…) Isso é uma força de expressão. No dia que eu for candidato vai ter muita força de expressão nos palanques.(…) Eu já falei aqui que foi um ato de força de expressão”, disse.

Lula também justificou sua declaração relembrando os tempos da ditadura militar para dizer que “não é atribuição do presidente prender ninguém”.

“Primeiro eu não prendo, o presidente não prende ninguém. Nunca antes na história, a não ser no regime autoritário, que o presidente manda prender alguém. O presidente manda investigar, abrir um inquérito, denunciar. Isso vale para todo mundo.”

Moro também questionou o ex-presidente sobre uma declaração que ele teria feito aos policiais durante a sua condução coercitiva, no ano passado. Segundo o juiz, na ocasião Lula teria dito que “seria eleito em 2018 e que se lembraria de todos eles”. Depois de ser questionado várias vezes sobre o assunto, o ex-presidente respondeu que não se lembrava de ter dito a frase. (AG)

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