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Lula se encontra com o presidente da França no Palácio do Eliseu, com tratamento de chefe de Estado

França é chave para destravar acordo. (Foto: Ricardo Stuckert)

O presidente da França, Emmanuel Macron, recebeu nesta quarta-feira (17), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva – em passagem pela Europa – no Palácio do Eliseu, sede do governo francês, em Paris. O encontro contrasta com a conturbada relação entre o líder francês e o atual presidente Jair Bolsonaro.

Em pronunciamento oficial após o encontro, o gabinete de Macron afirma que Lula “compartilha a sua visão do papel do Brasil no mundo, observando que, nos últimos três meses, o Brasil se colocou à parte do sistema multilateral e dos principais acordos internacionais”. O petista é pré-candidato à Presidência da República e deve disputar a eleição de 2022 com Bolsonaro.

De acordo com Lula, a pauta da conversa passou pelos temas de meio ambiente, desigualdade econômica e a integração da União Europeia com a América Latina. “Acredito que os líderes mundiais precisam sentar à mesa para dialogar e enfrentar esses desafios com uma governança global. Dividimos preocupações como o avanço da extrema direita pelo mundo e as ameaças à democracia e aos direitos humanos. Agradeço pela cordial recepção”, disse Lula.

Lula também teve um encontro com o ex-presidente da França François Hollande, em Paris. “Conversamos sobre o quadro político no país e a atuação do Partido Socialista francês. Muito bom reencontrá-lo, companheiro!”, postou Lula nas redes sociais.

Lula deve se reunir nesta quinta-feira (18) com o presidente do governo espanhol, Pedro Sánchez, no Palácio da Moncloa, em Madri. A Espanha é o último dos quatro países visitados pelo ex-presidente, que cumpriu este mês agenda na Alemanha, Bélgica e França. Lula já se reuniu também com o vice-chanceler da Alemanha, Olaf Scholz, que deve substituir Angela Merkel como primeiro-ministro.

“Estou viajando para dizer ao mundo que o que o Brasil tem de melhor é o povo brasileiro. O Brasil não se resume a seu atual governante. Essa é a razão da minha viagem. Recuperar a confiança no Brasil”, escreveu Lula em seu perfil no Twitter.

Crítico ferrenho

Macron, crítico ferrenho da política ambiental do governo Bolsonaro, trocou farpas com o presidente em 2019. Bolsonaro atacou a esposa do líder francês, Brigitte Macron, ao dar visibilidade a uma publicação que comparava a francesa com a primeira-dama Michelle Bolsonaro. O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que Brigitte “era feia mesmo”.

Em maio, o Brasil não foi convidado por Macron para participar da reunião do G7, em Biarritz, na França – o Chile foi pela primeira vez a uma reunião do grupo como o representante do continente.

Em julho do mesmo ano, Bolsonaro desmarcou reunião com o chanceler da França, Jean-Yves Le Drian, em evento marcado às 15h. 50 minutos depois, o presidente gravava uma live nas redes sociais em que aparecia cortando o cabelo.

Nos bastidores do G7 daquele ano, uma câmera flagrou Macron, em conversa com o presidente do Chile, Sebástian Piñera, criticar a postura de Bolsonaro. “Me desculpa, mas isso não é um comportamento de um presidente”. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo e da assessoria de comunicação do PT.

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