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Lula se reúne com Dilma e senadores para traçar estratégia contra o processo de impeachment

"Há possibilidade de o Lula ser candidato a presidente, está expresso nas pesquisas", afirmou Dilma. (Foto: José Cruz/Agência Brasil)

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu nesta sexta-feira (26) com a presidenta afastada Dilma Rousseff no Palácio da Alvorada. Chamado por Dilma, Lula desembarcou em Brasília para ajudar na articulação contra o impeachment. Ele também se encontrou com alguns senadores.

Lula acertou com Dilma que seria necessário voltar a oferecer espaço para antigos aliados caso o impeachment seja derrubado no Senado. Na segunda-feira (29), a petista comparecerá ao plenário do Senado para fazer sua defesa, escoltada por uma comitiva de 35 pessoas, a maioria ex-ministros.

Lula estará ao seu lado, mas o PT ainda avalia se é conveniente levá-lo ao plenário ou se ele deve acompanhar o pronunciamento de sua afilhada política em uma sala reservada. Dilma foi aconselhada a dar um depoimento forte, sem meias palavras, dizendo que o processo de impeachment só foi aberto porque ela não cedeu à pressão para barrar a Operação Lava-Jato.

A presidenta afastada também recebeu sugestões para citar o áudio no qual o senador Romero Jucá (PMDB-RR) afirma ao ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado que é preciso mudar o governo para “estancar a sangria” da Lava-Jato e impedir o avanço das investigações. O tom do pronunciamento foi discutido com Lula. A ideia é que a petista também evoque o passado de militante de esquerda e o seu julgamento pela ditadura militar para destacar que, mais uma vez, está sendo acusada de crimes que não cometeu.

“Nunca pensei que viveria de novo uma situação como essa”, afirmou Dilma na quarta-feira (24), em Brasília, no último ato público do qual participou antes do julgamento final no Senado. Até agora, seus aliados não conseguiram os 28 votos necessários para barrar o impeachment. (AE e AG)

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