A Acadêmicos de Niterói, escola estreante na elite das agremiações, abre o desfile do Grupo Especial do Rio de Janeiro, neste domingo de carnaval, dia 15, a partir das 22h. Em 25 alas, cinco carros alegóricos e 3100 componentes, será contado o enredo é Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil.
André Pereira Diniz, nome conhecido do carnaval carioca, sendo o maior vencedor de disputas de samba-enredo da Unidos de Vila Isabel, é um dos compositores da letra que fez o homenageado, o presidente Lula (PT), cair em
lágrimas. Ele falou sobre a apresentação para o petista e o que ele sugeriu de mudança.
Leia trechos da entrevista:
* Como foi a construção do samba e a parceria com tantos nomes (Teresa Cristina, André Diniz, Paulo César Feital, Fred Camacho, Junior Fionda, Arlindinho Cruz, Lequinho, Thiago Oliveira e Tem-Tem Jr)?
A escola preferiu montar um time de compositores, que garantisse a ela um samba legal e, ao mesmo tempo, uma força também de nomes, de pessoas engajadas.
* E como foi o encontro com o presidente?
Fomos recebidos no Palácio pela Janja. Mais ou menos às 17h30, o presidente chegou às 18h. Foi extremamente simpático e carinhoso, sentou do nosso lado na mesa. Foi quando a gente anunciou para ele que a narradora seria a mãe. Nesse momento ele deu uma chegada para trás, arregalou os olhos. Janja abraçou ele por trás. E ele pega a letra da música, a Teresa segura a mão dele e fala: ‘você não vai ler antes de ouvir. Música não é um poema’. Quando a gente terminou essa primeira parte, ele já desabou, chorava muito.
* Ele não pediu nenhuma mudança?
Em um determinado momento, tem a parte que fala: ‘assim que se firma a soberania’. Ele falou assim: ‘Não pode botar a soberania nacional, não?’. Respondi: ‘Lula, tenho uma rima aqui, soberania rima com anistia’. Aí ele falou: ‘Não quero me meter na homenagem, é uma homenagem. Tem outra coisa aqui que talvez não ache necessário, mas é uma homenagem. Não posso me meter nisso. Não posso me meter no que vão cantar para mim. Se é assim que sentem a minha história… Nada me agrediu, nada é mentira. Então, por mim está tudo certo’. (Com informações da revista Veja)
