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Lula usa o Palácio da Alvorada em live de campanha; Justiça Eleitoral havia proibido Bolsonaro de fazer o mesmo em 2022

A equipe de Lula afirmou que a transmissão foi realizada exclusivamente com equipamentos da campanha. (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) utilizou o Palácio da Alvorada, no último domingo (13), para realizar uma transmissão ao vivo com apoiadores voltada à promoção de sua candidatura à reeleição. A atividade contou com a participação do presidente nacional do PT, Edinho Silva, e do secretário nacional de Comunicação da legenda, Éden Valadares.

O uso da residência oficial da Presidência em uma transmissão de caráter eleitoral ocorre em meio à discussão sobre as regras para utilização de espaços públicos durante a campanha. Em 2022, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) proibiu o então presidente Jair Bolsonaro (PL) de utilizar o Palácio da Alvorada para realizar lives com finalidade eleitoral.

Ao jornal O Estado de S. Paulo, a equipe de Lula afirmou que a transmissão foi realizada exclusivamente com equipamentos da campanha. Segundo a assessoria, o Alvorada é a residência oficial do presidente e, ao mesmo tempo, seu espaço privado. A equipe também declarou que a campanha “segue todas as normativas do Tribunal Superior Eleitoral”.

Em nota enviada ao Estadão, a equipe do senador Flávio Bolsonaro (PL), informou que é inadmissível que Lula utilize tanto as estruturas e as dependências do Palácio do Planalto e da Alvorada para realizar lives e conceder entrevistas na condição de candidato à reeleição.

“É inadmissível que Lula utilize tanto as estruturas e as dependências do Palácio do Planalto e da Alvorada para realizar lives e conceder entrevistas na condição de candidato à reeleição. Os dois locais são patrimônio público e não podem ser transformados em cenário ou estrutura de campanha eleitoral”, informou a nota.

A nota também afirma que a campanha de Flavio Bolsonaro tem insistentemente provocado o TSE, para que seja proibido o uso dos Palácios oficiais na produção de material de campanha. “Em todos os casos são informados os precedentes firmados em 2022 para Jair Bolsonaro. No entanto, em apenas um deles houve apreciação do pedido de medida liminar, com indeferimento. Todos os demais não mereceram qualquer enfrentamento”, diz a nota.

Durante a transmissão, Lula direcionou críticas ao senador e fez referência a suspeitas envolvendo o parlamentar.

Ao rebater acusações relacionadas a seu filho, o empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, o presidente afirmou: “Tem candidato que nasceu no meio da milícia, participa da milícia e está metido em todas as falcatruas desde a roubalheira da Previdência Social. Ah, filho do Lula está metido? É verdade, se meu filho está metido, vai pagar um preço muito alto. Mas quem tem escritório junto com careca é o Flávio Bolsonaro, não é meu filho”. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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