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Maioria dos evangélicos do País é de direita, diz pesquisa Datafolha; católicos registram empate

Na escala geral, direita soma 52% entre evangélicos e esquerda, 30%; entre católicos, os percentuais são 43% e 39%. (Foto: Reprodução)

Os eleitores evangélicos apresentam posicionamento mais concentrado no campo da direita do que os católicos, de acordo com a matriz ideológica elaborada pelo Datafolha. Considerando a classificação geral, 52% dos evangélicos são enquadrados como de direita ou centro-direita, enquanto 30% aparecem na esquerda ou centro-esquerda. Outros 18% ocupam posições de centro.

Entre os católicos, o levantamento aponta um cenário mais equilibrado entre os dois campos ideológicos. Nesse grupo, 43% são classificados como de direita ou centro-direita, enquanto 39% se situam na esquerda ou centro-esquerda. Como a margem de erro para esse recorte é de três pontos percentuais, o resultado configura empate técnico entre os dois blocos.

Na distribuição mais detalhada da escala ideológica, 19% dos evangélicos são classificados como de direita e 33% como de centro-direita. Outros 18% ocupam posições de centro, enquanto 23% aparecem na centro-esquerda e 7% na esquerda.

Entre os católicos, a distribuição é menos concentrada em um único campo ideológico. Segundo o levantamento, 14% estão posicionados na direita, 29% na centro-direita, 18% no centro, 28% na centro-esquerda e 11% na esquerda.

As diferenças entre os dois grupos religiosos se tornam mais evidentes quando os pesquisadores analisam separadamente os temas relacionados ao comportamento. Nesse eixo, 61% dos evangélicos aparecem posicionados na direita ou centro-direita, enquanto 18% são classificados na esquerda ou centro-esquerda. Entre os católicos, a direita e a centro-direita somam 52%, enquanto a esquerda e a centro-esquerda reúnem 27% dos entrevistados.

Já no eixo econômico, os resultados se aproximam mais da média observada no conjunto da população. No levantamento nacional, a esquerda reúne 46% dos entrevistados, a direita concentra 28% e outros 26% ocupam posições de centro.

No caso dos católicos, a esquerda aparece numericamente à frente, com 47% das respostas, seguida pela direita, com 27%, e pelo centro, com 26%.

Entre os evangélicos, o cenário econômico é mais equilibrado. Considerando a margem de erro de cinco pontos percentuais para esse segmento, há empate técnico entre esquerda e direita. A esquerda soma 39%, a direita registra 33% e o centro reúne 28% dos entrevistados.

A matriz ideológica utilizada pelo Datafolha é construída com base nas respostas dos entrevistados a perguntas relacionadas a dois grandes eixos: comportamento e pensamento econômico. No primeiro, são abordados temas como posse de armas, pobreza, criminalidade, homossexualidade, crença em Deus, atuação dos sindicatos e punição de adolescentes que cometem crimes. No segundo, entram questões ligadas à cobrança de impostos, ao papel do Estado na economia, à concessão de benefícios públicos, à legislação trabalhista e aos investimentos.

Na composição da classificação geral, os dois eixos recebem o mesmo peso, embora o bloco de comportamento seja formado por dez perguntas, enquanto o eixo econômico reúne seis.

A pesquisa foi realizada presencialmente com 2.004 eleitores de 16 anos ou mais em 139 municípios brasileiros, nos dias 17 e 18 de junho de 2026. A margem de erro máxima é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. Nos recortes por segmentos, a margem varia de acordo com o tamanho da amostra. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-09956/2026. (Com informações da Folha de S.Paulo)

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