No dia em que a invasão russa na Ucrânia completa dois meses, o governo italiano divulgou neste domingo (24) que o país já recebeu mais de 100 mil refugiados da guerra.
Até o momento, 100.306 pessoas entraram na Itália, sendo 51.880 mulheres, 12.426 homens e 36 mil menores, segundo o monitoramento do Ministério do Interior.
No último período de 24 horas, o país liderado pelo premiê Mario Draghi recebeu 518 refugiados ucranianos. As cidades de destino continuam sendo Milão, Roma, Nápoles e Bolonha.
Até agora, a guerra na Ucrânia já gerou cerca de 5 milhões de deslocados internacionais, sendo que o principal país de destino é a Polônia.
Refugiados ucranianos
Cerca de 23.000 refugiados ucranianos fugiram nas últimas 24 horas do país, invadido há dois meses por tropas russas, aproximando-se dos 5,2 milhões o total de deslocados, segundo o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados.
De acordo com números parcialmente atualizados pelo ACNUR, 5.186.744 ucranianos deixaram seu país desde o início da invasão russa, em 24 de fevereiro, mais 23.058 do que o total avançado no sábado.
“Hoje, pensamos em todos os que celebram a Páscoa ortodoxa. Para os que estão na Ucrânia e para os que foram forçados a fugir do país, este será mais um dia de medo, angústia, perda e separação de entes queridos, pois a guerra continua, sem tréguas. Que a força e a coragem estejam com eles”, twitou o Alto Comissário da Organização das Nações Unidas (ONU) para os Refugiados, Filippo Grandi.
Desde o início de abril, pouco mais de 1.151.000 ucranianos fugiram do país, muito menos do que os 3,4 milhões que optaram por sair durante o mês de março.
A Organização Internacional para as Migrações (OIM), também ligada às Nações Unidas, indicou que mais de 218.000 não ucranianos, principalmente estudantes e trabalhadores migrantes, também saíram da Ucrânia para países vizinhos, o que significa que mais de 5,25 milhões de pessoas, no total, fugiram do país desde o início da guerra.
Mulheres e crianças representam 90% destes refugiados, já que os homens com idades entre os 18 e os 60 anos, passíveis de serem mobilizados, não podem sair do país.
Quase dois terços das crianças ucranianas tiveram de fugir das suas casas, incluindo aquelas que ainda estão no país.
Segundo a OIM, mais de 7,7 milhões de pessoas deixaram as suas casas, mas ainda continuam na Ucrânia.
Antes da invasão russa, a Ucrânia tinha uma população de 37 milhões de pessoas nas regiões sob controlo do seu Governo. Este número exclui a Crimeia (sul), anexada em 2014 pela Rússia, e as regiões orientais controladas por separatistas pró-russos.
