O Natal é a data que mais movimenta o comércio. “No ano passado foram injetados R$ 51,2 bilhões na economia e a expectativa para esse ano é de R$ 53,5 bilhões”, fala a economista-chefe da SPC Brasil, Marcela Kwauti.
“Esses R$ 53,5 bilhões equivalem mais ou menos à soma das principais datas comemorativas – Dia das Crianças, Dia dos Pais, Dia dos Namorados e Dia das Mães. Então, ainda assim, o Natal tem um peso muito importante pro comércio”, afirma Marcela.
O Papai Noel distribuiu o trabalho dele entre os mais de 110 milhões de brasileiros que vão às compras. O gasto médio será de R$ 116 e cada um deve comprar entre quatro e cinco presentes. Os dados são de uma pesquisa do SPC e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas, feita nas capitais brasileiras. O consumidor deve privilegiar principalmente o pagamento à vista, com maior força nas classes C, D e E.
Entre as pessoas que compraram presentes no ano passado, 27% pretendem gastar mais esse ano – 30% querem gastar o mesmo valor e 22% querem economizar.
O que o consumidor pretende comprar? Roupa é a opção número um para os entrevistados. Os calçados vêm em segundo lugar, seguidos de perfumes e cosméticos. Depois vêm brinquedos.
“O empresário precisa oferecer para esse consumidor produtos adequados à situação financeira mais difícil, condições de pagamento que atraíam esse consumidor e um bom atendimento para que o consumidor decida comprar na sua loja e não na loja do concorrente”, orienta Marcela.
Décimo terceiro
Para muitos, fim de ano também é sinônimo de dinheiro extra entrando na conta e, por isso, alguns se perguntam qual deve ser a prioridade do uso do décimo terceiro salário. Um levantamento realizado em todas as capitais pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) revela que dois (23%) em cada dez trabalhadores que recebem décimo terceiro salário devem utilizar ao menos parte desse dinheiro extra para comprar presentes de Natal. Na lista dos principais destinos quem encabeça é a intenção de poupar ou investir a quantia recebida, com 27% de menções.
O recebimento do décimo terceiro salário também é visto pelos consumidores como uma oportunidade para organizar a vida financeira. De acordo com a pesquisa, 17% dos trabalhadores pretendem utilizar o dinheiro extra para quitar dívidas que estão em atraso. Há ainda 16% que vão gastar o recurso durante as festividades de Natal e Ano Novo e 13% que vão pagar despesas essenciais da casa, como contas de água e luz. Outra alternativa que aparece com menos força (11%) é guardar o dinheiro extra para cobrir tributos e impostos típicos de início de ano, como IPTU e IPVA, por exemplo.
Na avaliação do educador financeiro do SPC Brasil, José Vignoli, antes de decidir o que fazer com o dinheiro do décimo terceiro salário, o ideal é que o consumidor faça uma análise de sua situação financeira e estabeleça prioridades. “O dinheiro deveria ser primeiramente pensado para pagar dívidas atrasadas, empréstimos ou para investir. Se o consumidor tem apenas uma dívida em aberto, é mais fácil resolver o problema. Caso exista mais de uma, o ideal é escolher aquela que está atrasada ou optar pela que possui o valor com juros mais altos como, por exemplo, cheque especial e cartão de crédito”, afirma Vignoli.
