Em duas semanas desde a abertura oficial da campanha de vacinação contra a gripe em 2019, ao menos 17,3 mi pessoas já foram imunizadas. Conforme a Secretaria Municipal de Saúde, o maior volume de doses foi aplicado nos primeiros dias da fase inicial da ofensiva, que teve como grupos prioritários as gestantes e as crianças com idade entre 6 meses e 6 anos.
A segmentação populacional mostra que até a segunda-feira foram contempladas 10.157 crianças,
2.097 grávidas, 2.093 idosos, 1.512 indivíduos com comorbidades (mais de duas doenças ao mesmo tempo), 1.106 trabalhadores da Saúde, 372 puérperas (mães com parto realizado em até 45 dias), 28 apenados, 26 professores, cinco índios e dois funcionários do sistema prisional.
Atendimento
As doses estão disponíveis em 130 salas da rede municipal, de segunda a sexta-feira, com horários variáveis: das 8h às 17h nas unidades de saúde, até as 20h no Centro de Saúde Modelo, Tristeza, Ramos e São Carlos, até as 20h na Clínica da Família (Restinga) e 7h às 22h no bairro Rubem Berta.
A estimativa do Ministério da Saúde é vacinar 90% dos grupos prioritários até o dia 31 de maio, quando se encerra a campanha em âmbito nacional. Em Porto Alegre, os grupos prioritários totalizam 607.042 pessoas (sem incluir apenados e funcionários do sistema prisional, que não entram na meta).
Óbitos
Na tarde de segunda-feira, a Equipe de Vigilância de Doenças Transmissíveis da prefeitura lançou um boletim epidemiológico com estatísticas da SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave), incluindo o vírus influenza, no período de 30 de dezembro a 20 de abril. Dos 143 casos suspeitos em investigação, 99 são de moradores da capital gaúcha.
Já foram confirmados três casos de influenza na Capital, sendo dois por H1N1 e um por influenza A, sem que houvesse registro de morte. Em 2018, foram 170 casos notificados, com 17 situações envolvendo óbito do paciente.
Em 2019, está sendo observada no Brasil a circulação dos vírus desde o início do ano. Já são 299 casos confirmados de infecção, com 61 casos fatais. Desses, 59 foram causados pelos vírus que estão nas cepas da vacina oferecida pelo SUS: H1N1, H3N2, Influenza B.
O maior número de casos foi registrado na Região Norte, onde há o maior número de óbitos: são 160 casos e 45 óbitos (dois por influenza A e 43 por H1N1, H3N2, B). “As estatísticas demonstram a importância da população-alvo da campanha de vacinação ser imunizada já no início”, destaca o diretor municipal da Vigilância em Saúde, Anderson Lima. “Em média, após 15 a 20 dias depois da vacinação o organismo estará protegido [por cerca de um ano].”
(Marcello Campos)
