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Mais de 30 mil crianças ficam sem direitos básicos na China pelo medo de que suas mães, refugiadas norte-coreanas ilegais casadas com chineses, sejam deportadas

O Instituto Coreano pela Unificação Nacional estimou 30 mil apátridas, segundo um levantamento de 2012 – contagem pouco confiável, já que os imigrantes do país vivem escondidos na China por medo de deportação. (Foto: Reprodução)

Fugir do chamado Reino Ermitão também tem implicações duras na vida dos que tentam um rumo fora da tirania da dinastia Kim. A rota de escape mais buscada, a China, não é o país mais adequado pra viver de forma oficial: hoje, há mais de 30 mil filhos de norte-coreanos que não têm acesso à escola, saúde e cidadania chinesa. A discussão foi levada ao Parlamento do Reino Unido pelo ativista Sungiu Lee, que fugiu da Coreia do Norte.

“As crianças vivem como se não existissem, sem direitos básicos. Muitas são filhas de mulheres que foram compradas por chineses de traficantes”, disse. “Um garoto de 7 anos deveria entrar na escola da província de Jilin, mas não pôde porque não tinha cidadania. Ficou sem educação nem amigos.”

O Instituto Coreano pela Unificação Nacional estimou 30 mil apátridas, segundo um levantamento de 2012 – contagem pouco confiável, já que os imigrantes do país vivem escondidos na China por medo de deportação.

A crise de refugiados norte-coreanos começou nos anos 1990, quando a fome matou mais de 3 mil pessoas. Desde então, milhares cruzaram a fronteira. Formalmente, a lei permite que qualquer criança com um pai chinês tenha direito à cidadania do país. No entanto, como a identidade da mãe precisa ser revelada, esta acabaria deportada. (AG)

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