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Mais de 70 pessoas são presas em operação de combate a homicídios e ao crime organizado no interior do RS

A operação ocorreu nos municípios de Santa Maria, Restinga Sêca e Caçapava do Sul e em estabelecimentos prisionais. (Foto: Polícia Civil/Divulgação)

A Delegacia de Polícia de Homicídios e Proteção à Pessoa de Santa Maria deflagrou, na manhã desta quarta-feira (4), a Operação Padrinho para combater homicídios e o crime organizado na Região Central do Estado. Setenta e dois criminosos foram presos.

Durante a ação, que teve o apoio da Brigada Militar, da Polícia Penal e do Instituto-Geral de Perícias, foram cumpridas mais de 230 ordens judiciais – dentre elas, mandados de prisão preventiva, mandados de busca e apreensão, sequestros de veículos e bloqueios de contas bancárias – nos municípios de Santa Maria, Restinga Sêca e Caçapava do Sul e em estabelecimentos prisionais.

Segundo o delegado Adriano Rossi, titular da Delegacia de Polícia de Homicídios e Proteção à Pessoa de Santa Maria, a ofensiva teve como objetivo desarticular uma violenta organização criminosa enraizada na região e no sistema prisional. A investigação  começou em 13 de agosto de 2025, originada a partir das apurações de um homicídio qualificado ocorrido no bairro Nova Santa Marta, em Santa Maria. A vítima foi executada com 15 disparos de arma de fogo na frente da sua residência.

“O avanço das diligências revelou a existência de uma organização criminosa de alta complexidade, alicerçada em uma rígida hierarquia, divisão de tarefas e vinculação orgânica com uma macrofacção de alcance estadual”, informou a Polícia Civil.

A ofensiva foi batizada de Operação Padrinho em referência direta à forma submissa e reverencial com que o líder máximo da organização era tratado por seus subordinados.

“Ficou comprovado que a cúpula da organização exercia influência sobre duas importantes galerias do sistema prisional local, utilizando o espaço carcerário para coordenar a logística do narcotráfico, gerenciar rotinas internas e expedir ordens de execuções extramuros, garantindo uma influência territorial estritamente coercitiva nos bairros em que atuava”, explicou o delegado Adriano Rossi.

Para sustentar sua hegemonia, a organização valia-se de um vasto e pesado arsenal de fuzis e pistolas, movimentando vultosos recursos provenientes da venda de drogas que eram posteriormente ocultados de forma ilícita.

“A operação atinge o cerne estrutural do grupo, visando não apenas a responsabilização penal pelos homicídios, mas também o isolamento de seus integrantes e o estrangulamento financeiro e logístico da organização criminosa, visando neutralizar por completo a sua capacidade de articulação criminal”, destacou o diretor do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa, delegado Mario Souza.

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