Demorou, mas finalmente o governador José Ivo Sartori estará em Brasília nesta quarta-feira para, ao que se informa, formalizar junto ao presidente Michel Temer, a intenção do Rio Grande do Sul em aderir ao RRF (Regime de Recuperação Fiscal), o programa de adesão à renegociação da dívida do Estado com a União. Uma comitiva de lideranças políticas e empresariais estará acompanhando o governador na audiência para entrega do documento dirigido à Secretaria do Tesouro Nacional. A adesão ao acordo, permitirá ao governo deixar de pagar por 3 anos os valores mensais da dívida, além de abrir-se um espaço fiscal para a tomada de operações de crédito de até R$ 3 bilhões, recursos que podem ser utilizados em despesas de custeio, como o pagamento de servidores. Apesar da lentidão dos movimentos do governo gaúcho, o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, tem articulado em Brasília a estratégia para a inclusão do Rio Grande do Sul no RRF.
Lula com as barbas de molho
O Tribunal Regional Federal da 4ª Região, que prepara o julgamento do recurso do ex-presidente Lula, condenado a 9 anos e 6 meses pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, sinalizou ontem que continua sendo rigoroso no aumento das penas aplicadas pelo juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, aos protagonistas da Operação Lava-Jato. Ontem, a 8ª Turma aumentou (10 para 24 anos) a condenação de João Vaccari Neto em ação que também condenou outros cinco réus na Lava-Jato. A 8ª Turma também aumentou em sete anos a pena do ex-presidente da empresa Queiroz Galvão Dario Queiroz Galvão Filho, que passou de 13 anos e 2 meses para 20 anos e 6 meses. Os ex-diretores da empreiteira Erton Medeiros Fonseca e Jean Alberto Luscher Castro também tiveram as penas aumentadas.
A banalização da violência
Mesmo após ter seu gabinete invadido ontem por um grupo de militantes de esquerda ligados ao Cpers/Sindicato, o líder do governo na Assembleia, Gabriel Souza (PMDB), ainda assim manteve o diálogo com os professores, atendendo a um convite para uma reunião na sede da entidade. O curioso é que o episódio da invasão do gabinete, algo grave, foi tratado com naturalidade não penas pelo deputado vítima do ato, que tratou o caso como “ocupação”, mas pelos seus colegas do Legislativo, que não tiveram a exata noção da gravidade do que aconteceu. Apenas o deputado Vilmar Zanchin se manifestou no plenário, condenando a agressão.
Férias ad aeternum?
Uma das propostas apresentadas ontem pelo grupo político que comanda o Cpers/Sindicato dos professores no diálogo com o governo é no mínimo curiosa: após a greve, que já dura mais de 60 dias, os professores querem as férias de 45 dias, e só em março de 2018, concluírem a recuperação dos dias parados. Os professores vêm recebendo seus salários até o dia 13, mesmo sem trabalhar.
