Manifestantes foram às ruas neste sábado (3) para protestos contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e em defesa da vacinação contra Covid-19. Foram registrados atos em todos os Estados e Distrito Federal, em ao menos 120 cidades brasileiras e em dezenas de capitais europeias.
Assim como aconteceu em atos semelhantes em maio e junho, as manifestações foram pacíficas. No geral, os manifestantes pediam mais vacina, o impeachment de Bolsonaro e volta do auxílio emergencial de R$ 600.
No Rio Grande do Sul, uma série de protestos contra o governo do presidente Jair Bolsonaro reuniu manifestantes em Porto Alegre e outras cidades do interior do Estado neste sábado. Entre as reivindicações, estava o pedido de impeachment pelo atraso na compra de vacinas, aumento nos preços e no desemprego e o número de mortes por Covid-19 no País.
Em sua maioria, os manifestantes estavam com máscaras, embora nem sempre mantivessem o distanciamento social. Na Capital, os manifestantes se reuniram durante a tarde em frente à Prefeitura. Nas cidades de Caxias do Sul, Santa Maria, Santa Cruz do Sul, Passo Fundo, Rio Grande e Pelotas também houve protestos.
São Paulo
Marcado para as 15h, pouco depois desse horário o protesto reunia manifestantes ao longo de seis quadras da Avenida Paulista nas imediações do Masp (Museu de Arte de São Paulo), na capital do Estado. Além de partidos de esquerda, como o PT, siglas como o PSDB também marcaram presença por meio de bandeiras e faixas.
Além de pedir o afastamento do presidente, foram realizadas ações de conscientização e prevenção contra a pandemia como distribuição de máscaras aos manifestantes. Centrais sindicais e entidades estudantis participaram da mobilização na Paulista.
Um incidente foi registrado no começo da noite, quando um grupo colocou fogo em uma agência bancária. Imagens exibidas pela GloboNews mostraram a entrada da agência, na Rua da Consolação, com chamas. A Polícia Militar chegou ao local, enquanto os manifestantes seguiam em caminhada. Houve um confronto mais tarde, e um policial militar foi atingido por uma pedra.
Rio de Janeiro
O ato realizado no centro do Rio de Janeiro foi convocado por movimentos sociais, partidos políticos e centrais sindicais. Além de protestarem contra o governo federal, com cartazes e faixas, os manifestantes pedem mais agilidade na vacinação contra a Covid-19, o fim das privatizações, mais respeito a comunidade LGBTQIA+ e a volta do auxílio emergencial.
Exterior
Na Europa, a imagem mais marcante dos protestos foi registrada na França e pôde ser vista por milhares de espectadores que acompanham a legendária prova ciclística Tour de France. No trajeto dos ciclistas, um manifestante escreveu com um giz no asfalto “Fora Bolsonaro”. A imagem foi captada por um drone que imortalizou o protesto.
Brasileiros e estrangeiros foram às ruas das principais capitais europeias pedir o impeachment do presidente negacionista. No Twitter, desfilam imagens dos protestos em Barcelona (na foto acima), Londres, Paris, Lisboa, Coimbra, Genebra, Amsterdã, Viena e cidades da Alemanha. As faixas e cartazes exibem com frequência a palavra “genocida”, acusação que é feita a Bolsonaro pela morte de mais de 522 mil brasileiros na pandemia. Atos estavam confirmados em 35 cidades no exterior, segundo a Fibra (Frente Internacional Brasileira).
Bolsonaro critica atos
O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) postou imagens e criticou atos de vandalismo durante manifestação contra seu governo, ocorridos na noite de sábado (3), em São Paulo. Bolsonaro aproveitou a publicação para atacar os manifestantes e dizer que o ato nunca foi por saúde ou democracia, e sim pelo poder, segundo ele. (Veja o post abaixo).
Nenhum genocídio será apontado. Nenhuma escalada autoritária ou ‘ato antidemocrático’ será citado. Nenhuma ameaça à democracia será alertada. Nenhuma busca e apreensão será feita. Nenhum sigilo será quebrado. Lembrem-se: nunca foi por saúde ou democracia, sempre foi pelo poder!
