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Manifestantes fazem carreata pró-Bolsonaro contra o presidente da Câmara dos Deputados e ministros do Supremo

Muitas pessoas também circularam a pé e de bicicleta pela área. (Foto: Reprodução/Facebook/Jair Bolsonaro)

Aos gritos de “Fora Maia!” uma carreata de manifestantes pró-Bolsonaro toma da conta da Esplanada dos Ministérios na manhã deste domingo (3). Dentro de centenas de carros, gritam palavras de ordem contra o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, e o Supremo Tribunal Federal (STF).

No dia em que o Brasil chega ao número de mais de 100 mil pessoas contaminadas pela Covid-19, com mais de 7.500 pessoas mortas, os manifestantes furam o isolamento social e se aglomeram em frente ao Museu da República, e da Catedral de Brasília. É dia de sol e calor em Brasília. Nas calçadas, ambulantes vendem bandeiras do Brasil. Muitas pessoas também circulam a pé e de bicicleta pela área.

Um carro de som é usado pelos manifestantes, que gritam palavras de ordem e de apoio ao presidente Jair Bolsonaro, que desde o início da pandemia minimiza a doença, diz que não se trata de nada grave e insiste em convencer as pessoas a irem para a rua, uma posição que seu próprio Ministério da Saúde, além de todas as autoridades e especialistas do Brasil e do mundo, rejeitam duramente.

A Polícia Rodoviária Federal acompanhou a movimentação. Brasília tem registrado, até o momento, um número baixo de casos de contaminações e mortes por Covid-19, porque boa parte da população tem respeitado as medidas de isolamento impostas pelo governo do Distrito Federal. Nos últimos dias, porém, tem aumentado o número de pessoas circulando pela cidade, apesar de as estatísticas indicarem que o coronavírus ainda não chegou ao pico em nenhuma região do País. Em todos os locais, os números de casos e mortes são ascendentes.

Coronavírus

Enquanto isso, o Brasil atingiu neste domingo a marca de 101.147 casos diagnosticados e 7.025 óbitos pelo novo coronavírus, segundo boletim do Ministério da Saúde. Houve um aumento de 4.588 ocorrências confirmadas e 275 novas mortes desde o último balanço do governo, divulgado no sábado.

Com os novos dados, o Brasil passou o Irã e tornou-se o nono país com maior número de infecções, atrás de EUA, Espanha, Itália, Reino Unido, França, Alemanha, Rússia e Turquia.

Em relação ao número de óbitos, o Brasil ultrapassou a Alemanha e é, agora, o sétimo em que há mais registro de casos letais. O ranking é liderado por EUA, Itália, Reino Unido, Espanha, França e Bélgica.

Nos países europeus, porém, a curva de novos casos e óbitos está se achatando, enquanto no Brasil ela continua em escala crescente. Epidemiologistas estimam que a pandemia chegará ao ápice em território nacional na segunda quinzena de maio.

A epidemia que foi trazida ao Brasil pelas classes média e alta, pressionando a rede particular de hospitais, agora abate a periferia das grandes cidades do Brasil. O novo coronavírus já provocou o colapso do sistema de saúde do Amazonas e do Ceará. A rede hospitalar de Pernambuco também está seriamente comprometida. Em todos os estados, a falta de equipamentos de proteção individual para profissionais de saúde, testes e respiradores é uma queixa comum.

O Estado de São Paulo concentra 31,4% (31.772) do total de infecções e 37,3% (2.627) dos óbitos registrados em todo o País. Em seguida vem o Rio de Janeiro, com 11.139 casos e 1.019 mortes. Os dois Estados são governados por opositores do presidente Jair Bolsonaro, João Doria (PSDB-SP) e Wilson Witzel (PSC-RJ), que cobram um discurso do governo federal favorável ao isolamento social.

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