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Manifesto de juízes defende decisões da Operação Lava-Jato e da Operação Zelotes

Juiz Sergio Moro comanda o julgamento dos crimes identificados na Operação Lava-Jato. (Foto: Dida Sampaio/AE)

A Ajufe (Associação dos Juízes Federais do Brasil) divulgou nessa quinta-feira manifesto em defesa dos magistrados do País, em especial os que atuam nas operações Lava-Jato e Zelotes. A entidade rebateu críticas de acusados que foram alvo de decisões judiciais e garantiu que a categoria não está sujeita a nenhuma intimidação.

“Diante dessa nova realidade, que começa a quebrar velhos paradigmas e transformar a percepção da sociedade sobre a punição dos corruptos, os juízes sempre defenderão a missão de julgar e distribuir Justiça, sem ceder a qualquer intimidação ou pressão”, diz o texto.

A Ajufe também promete reagir a qualquer tentativa de intimidação por parte de investigados. “Os juízes federais estarão vigilantes às ameaças às suas prerrogativas e vão acompanhar qualquer movimento que tenha o objetivo de desestabilizar ou atacar a missão constitucional da Justiça Federal. Não serão admitidas acusações levianas de pessoas que foram atingidas pelas decisões dos magistrados federais em todas as instâncias sem uma reação imediata e contundente destas associações de juízes”, completa a Ajufe.

O texto repudia ainda cortes orçamentários que atingiram a Justiça Federal. Para a entidade, é fundamental garantir condições adequadas de trabalho para dar continuidade às investigações.

Segundo o manifesto, houve corte de 30% do orçamento da Justiça Federal, além de contingenciamento de recursos importantes para manter o funcionamento do setor. “Para dar continuidade e não prejudicar os trabalhos que vêm avançando nos últimos anos, é fundamental prover condições adequadas de trabalho a todos os magistrados e servidores da Justiça Federal. Apesar de todas as limitações estruturais e financeiras enfrentadas, a Justiça Federal brasileira é reconhecida pela qualidade das suas decisões”, protestam os juízes.

No início do mês, um grupo de advogados que atuam na defesa de investigados da Lava-Jato divulgou uma carta em repúdio à condução das apurações. Conforme os advogados, muitas prisões são realizadas para forçar delações premiadas. Eles também criticaram o suposto vazamento seletivo de trechos específicos das investigações. O documento levou a assinatura de mais de cem profissionais.  (AG)

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