Marcelo Odebrecht afirmou em depoimento que, além de propina para políticos, o dinheiro de caixa 2 da empresa foi utilizado para pagar milícias em favelas do Rio de Janeiro, guerrilheiros em países da América Latina e mesmo resgate de sequestros.
“Você não entra em países com guerrilha e favelas no Rio sem pagar milícias. Então, tem muito dinheiro que corre, inclusive você paga sequestro. Pra trazer o corpo de um engenheiro nosso que foi sequestrado no Iraque, eu participei, junto com o governo brasileiro e italiano, de uma negociação. A gente deu, se não me engano, um, cinco milhões de dólares, que foram pagos por fora”, disse Marcelo Odebrecht.
“A gente pagou [resgate de] sequestro na Colômbia, no Peru… você vai pra esses lugares, o subcontratado quer dinheiro, não transita nota fiscal”, complementou o delator.
