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Marcelo Odebrecht diz à CPI da Petrobras que não tem o que “dedurar”

Empreiteiro já foi condenado a mais de 19 anos de prisão por envolvimento no esquema de corrupção na Petrobras (Foto: Geraldo Bubniak/AG)

Presidente da Odebrecht e réu na Operação Lava-Jato, Marcelo Odebrecht se recusou a falar sobre o processo, mas respondeu a algumas perguntas dos deputados da CPI da Petrobras nesta terça-feira (01). Ele negou a possibilidade de assinar acordo de delação premiada. “Para alguém dedurar, ele precisa ter o que dedurar. Isso não ocorre aqui”, disse.

Os parlamentares estiveram em Curitiba (PR) para ouvir presos investigados pela Lava-Jato, que apura um esquema bilionário de fraude, corrupção e desvio de dinheiro na Petrobras e outros órgãos públicos. Marcelo foi o penúltimo a ser chamado.

O presidente da Odebrecht disse que essa não será a primeira nem a última crise da empresa e que vem trazendo um “desgaste desnecessário” à própria Petrobras. “Tenho fé que sairemos dessa ainda mais fortalecidos”, afirmou.

Sobre a possibilidade de fazer uma delação premiada, a exemplo de outros réus no processo, Marcelo disse que tem valores dos quais não abrirá mão, citando uma briga entre suas filhas. “Eu talvez brigasse mais com quem dedurou do que aquele que fez o fato”, afirmou.

Questionado sobre a relação com políticos, ele respondeu que é natural. “É provável que se eu encontrar com um amigo, empresário, político, é natural que venha à tona o tema Petrobras. Não me lembro de nenhuma conversa específica”, afirmou.

De acordo com o investigado, ele sempre esteve à disposição para depor. “Inclusive, fizemos uma petição ao pessoal de Curitiba para poder prestar esclarecimentos que, provavelmente, se tivessem sido feitos, talvez até evitassem muito provavelmente a prisão nossa e de meus companheiros”, disse.

Os deputados também levantaram a possibilidade de um acordo de leniência – uma espécie de delação premiada, contudo, relacionada à empresa. Marcelo afirmou que não poderia responder. “Essa questão de leniência, acho que estamos inclusive muito avançados, gostaríamos de contribuir, mas é o tipo de tema que nós gostaríamos de trazer para a nossa defesa nos autos.” (G1)

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