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Marcha no Centro de Porto Alegre pede virada de Lula no segundo turno

Ato de campanha propagou virada petista no segundo turno. (Foto: Arquivo/PT)

Milhares de manifestantes participaram de uma caminhada no Centro Histórico de Porto Alegre, na noite dessa terça-feira (13), em apoio à candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição. Convocado por petistas,  apoiadores, simpatizantes e integrantes de movimentos sociais, o ato de campanha começou na Esquina Democrática no final da tarde e seguiu até a Praça da Alfândega, por volta das 20h30min.

Na pauta do evento, sob o título “Caminhada da Virada”, a ideia de que o atual chefe do Executivo federal tem plenas condições de vencer seu adversário no segundo turno das eleições, em 25 de outubro, mesmo em desvantagem na votação do dia 4. Naquela ocasião, Flávio Bolsonaro obteve 47% dos votos, contra 45% de Lula (em índices arredondados).

Expoentes da esquerda no Rio Grande do Sul usaram o microfone, do alto de um carro-de-som, para mobilizar os lulistas. Os nomes incluíram parlamentares eleitos, reeleitos e que não obtiveram sucesso nas urnas no pleito deste ano. Em comum, discursos sobre as realizações de Lula no comando do Palácio do Planalto e o que consideram como riscos à população e à soberania brasileira caso o adversário seja eleito.

Na pequena multidão em movimento pela rua Richuelo e pela Rua da Praia estavam admiradores do atual presidente como a professora estadual aposentada Fátima Alves, 74 anos, que resumiu sua motivação: “A gente acredita na virada!”. Acompanhada dos filhos e de ex-colegas de magistério, ela participou de toda a passeata, rumando em seguida para o Largo Zumbi dos Palmares, no bairro Cidade Baixa, onde militantes já pintavam o local de vermelho com camisetas, bandeiras e música.

Ação

A coligação ‘Brasil Pronto pra Mais”, de Lula, acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra a campanha de Flávio Bolsonaro (PL), acusando-a de divulgar conteúdos falsos e descontextualizados para atacar a manifestação de domingo (11) na Avenida Paulista, em São Paulo. O questionamento aponta uso de imagens que já circulavam na internet antes do evento para associar os participantes a drogas e vandalismo.

Conforme a petição, os conteúdos foram publicados ou compartilhados no Instagram, X, Facebook e Threads. “A mobilização atacada pelos bolsonaristas integrou o domingo de manifestações em defesa da democracia e da reeleição do presidente Lula, que destacou a participação da juventude, cobrou a aprovação do fim da escala 6×1 e alertou para os riscos de cortes nos direitos sociais”.

Um dos principais elementos apresentados pela coligação é a comparação entre uma publicação feita no Chile em 10 de outubro e o vídeo divulgado no dia seguinte. A petição reproduz as imagens lado a lado e indica os endereços das postagens para demonstrar que o trecho já circulava antes do ato em São Paulo.

Segundo os advogados, esse material foi incorporado à montagem para atribuir aos apoiadores de Lula comportamentos sem relação comprovada com a manifestação. A ação também identifica publicações nos perfis de Flávio Bolsonaro nas redes sociais Instagram e Threads.

A coligação sustenta que a manipulação transforma “imagens de cidadãos que participavam de uma mobilização política em instrumento de desqualificação coletiva” contra Lula e em benefício de seu adversário. O texto consta no site pt.org.br.

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