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A marqueteira do PT disse que foram pagos 170 mil reais com gastos pessoais de Dilma “por cortesia”. Segundo a delatora, eram favores para um cliente importante

Segundo a marqueteira, os favores para Dilma começaram na primeira campanha em 2010. (Foto: Fábio Motta/AE)

Em delação premiada, a empresária Monica Moura disse que pagou despesas pessoais de Dilma Rousseff por ela ser “uma cliente importante”. A “cortesia” teria começado na campanha de 2010 e se estendido durante o primeiro mandato da petista. A estratégia funcionou, já que Dilma contratou Monica e o marido, João Santana, para fazer também o marketing da campanha de 2014. Entre os “favores”, estão o pagamento de salário a Rose, que era uma espécie de assessora pessoal de Dilma; serviços prestados pelo cabeleireiro Celso Kamura; além de serviços de teleprompter. Pelas contas da delatora, as despesas foram de pelo menos 170 mil reais.

“Eram favores que a gente fazia à presidente Dilma por cortesia, por ela ser uma cliente importante para a gente”, disse Monica em depoimento prestado ao Ministério Público Federal.

Esta semana, o relator da Operação Lava-Jato no STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin, quebrou o sigilo da delação de Santana e Monica, além do depoimento do assessor do casal, André Santana. Nesta sexta-feira (12), foram divulgados os vídeos dos depoimentos.

Segundo a publicitária, Rose trabalhava com Dilma durante a campanha fazendo o cabelo, a maquiagem e assessorando a candidata no âmbito pessoal. Monica contou que, a pedido da petista, passou a pagar o salário de Rose, de cerca de 4 mil reais mensais. Os pagamentos teriam sido feitos em dinheiro, sem emissão de nota fiscal, durante quase um ano. No fim da campanha, por conta de “uma confusão”, Rose teria sido demitida e os pagamentos teriam cessado.

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